Dia Nacional de doação de Leite Humano
28 Setembro 2009No dia 1º de outubro de 2009 será comemorado, pelo sétimo ano consecutivo, o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. Data que representa intensa mobilização para divulgação das ações dos Bancos de Leite Humano, como também para incentivo ao aleitamento materno, especialmente a doação de leite humano. As ações que estimulam a utilização de leite humano pelas crianças menores de dois anos de idade contribuem para reduzir a desnutrição, a morbidade e a mortalidade infantil.
Em todo o país são realizados eventos, possibilitando que as atividades dos Bancos de Leite Humano e sua importância no cenário da saúde pública, sejam conhecidas por todos, o que tem contribuído para sensibilização de novas doadoras voluntárias.
Este ano, a atriz Samara Felippo, doadora do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/FIOCRUZ está representando as doadoras de leite humano.
SE VOCÊ TEM EXCESSO DE LEITE, DOE. É UMA PROVA DE AMOR QUE SÓ UMA MÃE PODE DAR.
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21 Agosto 2009
A maternidade é uma infinita sucessão de partos. A experiência de parir se repete em cada etapa da vida do filho, que também é uma etapa da vida da mãe. Ela ssume multiplos papéis, de protetora a fomentadora – ou inibidora- das conquistas do filho.
Os filhos precisam das mães sempre, mas de maneiras diferentes à medida que o tempo passa. Durante os primeiros meses, a mãe é o mundo para o filho. Pouco a Pouco, ela já não é tudo – “o novo” o chama. Para muitas mulheres, não é fácil aceitar isso. Por um lado ficam alegres e orgulhosas por verem seus filhos conquistar o mundo, mas por outro, cada passo de desapego é sentido como perda.
Em quinse capitulos Adriana Tettamanti aborada assuntos como a maternidade real e a ideal, o primeiro filhos e a chegada do segundo: a diferença entre os filhos; as identificações e as transformações com o passar dos anos – e mostra como a formação dos filhos é também a formação da mãe e da mulher.
Vale muito a pena ler, o livro é muito bom, abre os horizontes, e demonstra de forma clara o universo materno e a transformação da mulher após a maternidade.
Videos da Campanha – WABA
23 Junho 2008Quando nasce o amor…
13 Junho 2008A questão básica é: como se desenvolve a capacidade de amar? A resposta a isso é: no começo da vida. Este momento é um turning point da história de vida do ser humano e podemos compreender sua importância fazendo uso de alguns dados científicos. Para a mãe poder dar à luz é preciso que libere determinados hormônios que compõem um coquetel. Esse coquetel, chamado coquetel do amor, é igual para todos os mamíferos. Para o ser humano até há pouco tempo era impossível dar à luz sem a produção e liberação deste coquetel.
Hoje os partos acontecem sem a liberação do hormônio do amor. Há ainda muitas mulheres que no parto normal dão à luz com hormônio sintético. O hormônio sintético bloqueia a liberação das drogas naturais do organismo que possuem efeitos comportamentais. A utilização de drogas sintéticas é tão rotineira que uma mulher que deu à luz sem drogas tem uma alta probabilidade de receber uma injeção de ocitocina para facilitar a dequitação da placenta. O efeito disso é bloquear a liberação da ocitocina natural, hormônio do amor.
Nos encontramos, portanto, numa situação inusitada na História da Humanidade: a grande maioria das mulheres do mundo dá à luz sem amor.
O que vai acontecer após 3-4 gerações? O que será de nossa civilização?
É de fundamental importância redescobrir as necessidades básicas das mulheres durante o trabalho de parto e o parto: são necessidades iguais àquelas de todos os outros mamíferos. Para estes como para elas, a adrenalina inibe a ocitocina. A adrenalina é um hormônio que é liberado quando estamos com medo, nos sentimos observados e estamos num lugar frio. Sentir-se seguro, não ser observado e estar num lugar quentinho são necessidades básicas.
O ser humano tem um handicap, uma “deficiência”: seu alto desenvolvimento do cérebro, do neocórtex, que é o cérebro pensante. Daqui vêm às inibições. A natureza achou uma maneira de resolver esse empecilho: durante o parto se tem uma redução das atividades do neocórtex. Por isso se diz que a mulher está em “outro plano”. É importante não estimular o neocórtex, o que pode acontecer, em primeiro lugar, através da linguagem. É preciso redescobrir a importância do silêncio.
Quem sabe, no futuro, um país como o Brasil poderá ensinar ao resto do mundo que a escalada astronômica em direção à cesárea e à desconsideração dos processos fisiológicos naturais, pode ser revertida. Há razões para ser otimista.

Escrito por MamaMia 

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