No método brasileiro, cada vidro de leite específico recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança. Não há mistura.
Uma técnica desenvolvida em bancos de leite materno do Brasil está ajudando na recuperação de bebês prematuros em outros países.
O leite que sobra depois da mamada é recolhido uma vez por semana no Rio pelo carro do Corpo de Bombeiros. Em Niterói um carro do Hospital Universitário Antônio Pedro faz a coleta.
Em Vitória no Espírito Santo é a Polícia Militar que leva as doações. A boa vontade é igual a do resto do mundo, mas as semelhanças param por aí.
Chegando aos bancos de leite brasileiros, as doações encontram laboratórios duas décadas à frente dos bancos de leite dos países mais desenvolvidos do planeta.
Nos Estados Unidos, por exemplo, todas as doações são misturadas em uma espécie de panelão.
Depois de passar por um tratamento térmico, o leite padronizado é distribuído em garrafinhas, com uma perda irreparável.
“Se perde a oportunidade de exatamente explorar as especificidades porque na verdade não existe leite humano, existem leites humanos e esse é o grande diferencial”, afirmou o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio de Almeida.
No método brasileiro, cada vidro passa por uma análise simples, mas reveladora: quanto mais rosa, maior a acidez da amostra.
Basta girar na centrífuga uma quantidade menor do que uma gota de leite para ver a faixinha escura que diz quanta gordura existe no leite. Em menos de 15 minutos, as diferenças aparecem.
Cada vidro recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança.
O resultado da técnica, desenvolvida por pesquisadores brasileiros, impressiona: em todos os casos, as crianças se recuperam muito mais rapidamente do que quando se usa leite materno misturado, como acontece nos Estados Unidos e em vários países da Europa. A tecnologia do Leite-remédio virou referência mundial: 22 países montaram seus bancos de leite com a ajuda do Brasil.
O próximo país a adotar essa tecnologia do leite materno vai ser a Espanha já no próximo mês.
Fonte: globo.com
Bancos de leite do Brasil são referência mundial.
24 Outubro 2009Amamentar pode reduzir recaídas da Esclerose Múltipla.
15 Outubro 2009As grávidas que sofrem de esclerose múltipla podem reduzir o risco de recaída se amamentarem os seus bebés, pelo menos, durante dois meses.
Além disso, adianta o estudo, recomeçar a medicação dois meses após o parto reduziria a taxa de recaídas.
O estudo, que será apresentado a 28 de Abril no 61º encontro anual da American Academy of Neurology, em Seattle, EUA, contou com a participação de cientistas da Stanford University, em Palo Alto, e da Northern California Kaiser Permanente Division of Research, em Oakland.
Os investigadores acompanharam 32 mulheres que sofriam de esclerose múltipla durante a gravidez e primeiro ano de pós-parto.
Em entrevista à Reuters Health, uma das investigadoras deste estudo, Annette Langer-Gould, explicou que as taxas de recaída de esclerose são menores durante a gravidez, aumentando os riscos no período de três a quatro meses após o parto.
Contudo, a análise às grávidas mostrou que essa taxa pode ser reduzida com a amamentação: as mulheres que amamentaram, por exclusivo, durante, pelo menos, dois meses apresentaram uma taxa de recaída de apenas 36% contra os 87% das mulheres que não o fizeram.
O estudo destaca que o aleitamento materno exclusivo provoca mudanças no organismo que podem reduzir as inflamações decorrentes da doença.
fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A
Higiene Bucal Infantil
07 Outubro 2009
imagem: ministério da saúde
Apesar de ser uma medida de difícil adoção pelos pais, é interessante realizar a higiene da cavidade bucal da boca do bebê desde o nascimento, comfralda de pano limpa umedecida em água filtrada ou fervida, com a finalidade de se criarem hábitos de higienização.
Imagem: captada na internet
Quando começarem a nascer os dentes decíduos (de leite) da frente, a limpeza também é feita com fralda de pano limpa umedecida em água filtrada ou fervida. Quando nascerem os dentes decíduos de trás, é recomendada a higiene bucal com escova dental de cabeça pequena, cabo longo e cerdas macias após cada refeição, orientando utilizar quantidade de creme dental (dentifrício) não superior a um grão de arroz cru, já que o excesso pode provocar a fluorose (manchas esbranquiçadas que aparecem nos dentes por excesso de flúor). Os pais e responsáveis devem higienizar a cavidade bucal da criança até que ela aprenda a escovar corretamente e saiba cuspir o creme dental.
Igualmente importante é recomendar que, após cada refeição e uso de xaropes e outros medicamentos (que são adocicados), deve-se fazer a higienização dos dentes, independentemente do horário.
Fonte: Ministério da Saúde – Caderno saúde da criança
Outcomes of planned home birth with registered midwife versus planned hospital birth with midwife or physician
26 Setembro 2009
DESFECHOS DO PARTO DOMICILIAR COM PARTEIRA VERSUS PARTO HOSPITALAR PLANEJADO COM PARTEIRA E COM MÉDICO.
Tradução: Drº Leonardo Savassi
Os autores discutem as evidências do parto domiciliar, cuja evidência seria até então limitada, comparada ao parto hospitalar por parteiras e por médicos. O artigo – oppen access – foi publicado no Canadian Medical Association Journal (CMAJ) de 15/09/09.
Métodos: foram coletados dados de todos os partos domiciliares registrados para parteiras (n = 2889) e todos os partos hospitalares que tinham os critérios de elegibilidade similares para partos domiciliares, entre janeiro de 2000 e Dezembro de 2004, em British Columbia, no Canadá.
Resultados: A taxa de morte perinatal por 1000 nascimentos foi 0.35 (95% [CI] 0.00–1.03) no grupo de parto domiciliar versus 0.57 (95% CI 0.00–1.43) entre as mulheres atendidas por uma parteira e 0.64 (95% CI 0.00–1.56) no grupo de partos hospitalares por médicos. Comparadas com o grupo submetido a parto hospitalar por parteiras, as mulheres no grupo de partos domiciliares tiveram menor probabilidade de ser submetidas a intervenções obstétricas [como cardiotocografia ([RR] 0.32, 95% CI 0.29–0.36 e parto vaginal assistido (RR 0.41, 95% 0.33–0.52)] ou desfechos maternos adversos [laceração perineal de 4o grau (RR 0.41, 95% CI 0.28–0.59) ou hemorragia pós-parto (RR 0.62, 95% CI 0.49–0.77)].
Os achados foram similares na comparação com nascimentos hospitalares assistidos por médicos. Neonatos no grupo domiciliar tiveram menor probabilidade de necessidade de ressucitação no nascimento que aqueles do grupo hospitalar por parteiras, (RR 0.23, 95% CI 0.14–0.37) ou oxigenioterapia nas primeiras 24 horas de vida(RR 0.37, 95% CI 0.24–0.59). Novamente, os achados em relação a parto médico hospitalar foram similares. Além disto, neonatos do grupo domiciliar tiveram menor probabilidade de ter aspiração meconial (RR 0.45, 95% CI 0.21–0.93) mas maior probabilidade de serem admitidos/readmitidos em hospital (RR 1.39, 95% CI 1.09–1.85).
Os autores ponderam que “Planned home birth attended by a registered midwife was associated with very low and comparable rates of perinatal death and reduced rates of obstetric interventions and other adverse perinatal outcomes compared with planned hospital birth attended by a midwife or physician.“
Leia o estudo na íntegra:
Parto domiciliarXparto hospitalar
Foi um sucesso!
29 Março 2008
Foto: Kíssila e Ramon, Deliane, Patrícia, Herdy, Débora, Renata, Fabíola.
A roda de gestante realizada nesta 6ª feira dia 28/03/2008, foi um sucesso. Os temas aboradados foram: trabalho de parto, parto, o papel da Doula no acompanhamento à parturiente. Trabalhamos as questões polêmicas que envolvem o parto normal, a cesariana e os aspectos fisiológicos e emocionais presentes em cada um deles, o papel da Doula tanto para família, quanto para equipe de saúde.

Escrito por MamaMia 
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