ESPECIALISTAS DISCUTEM A HUMANIZAÇÃO NO MOMENTO DO PARTO.

 

 MONIQUE PEREIRA – AGÊNCIA UFRJ DE NOTÍCIAS – PRAIA VERMELHA
O Núcleo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde da Mulher da Escola de Enfermagem Anna Nery da UFRJ – NUPESM/EEAN; com apoio da Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento – PR-3, do movimento Amigas do Parto, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Rio de Janeiro – ABENFO-RJ, do Banco do Brasil e do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ; realizou nessa sexta-feira a abertura do I Ciclo de Palestras Gestar, Parir e Nascer Naturalmente Humanizados.  A mesa de abertura foi composta por Ivis Emilia, professora e doutora em enfermagem pela EEAN/UFRJ; por Ruth Floresta, enfermeira e sub-gerente do Programa Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro; Valdecyr Herdy, enfermeiro, professor da Escola de Enfermagem Aurora Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense e atual presidente da ABENFO-RJ e diretor do MamaMia, e Ana Beatriz Azevedo, professora e doutora em enfermagem pela EEAN/UFRJ; para discutir o papel do profissional de enfermagem no momento do parto, no cotidiano da parturiente e nas políticas públicas de melhorias na qualidade de atendimento e na implantação do parto humanizado. 
É preciso disseminar a humanização

Valdecyr Herdy explanou sobre a criação dos Centros de Partos Normais no Rio de Janeiro e as questões que envolvem o parto humanizado. De acordo com o professor, a formalização das Casas de Parto foi um ganho imensurável para a população e para a comunidade de enfermagem obstétrica: “Antes da oficialização as equipes que se dedicavam ao funcionamento dessas unidades sentiam-se como se estivessem vivendo na clandestinidade”, afirmou o enfermeiro. Outra vitória, segundo ele, foi a aprovação da licença maternidade com duração de um ano para as funcionárias vinculadas à prefeitura. Para o presidente da ABENFO-RJ, deve-se investir em uma campanha geral pelo parto esclarecido, que consiste em expor à futura mamãe todas as possibilidades de parto existentes, para que ela tenha autonomia sobre a decisão que mais lhe aprouver. Herdy garante que, atualmente, as próprias mulheres têm reconhecido sua situação de parturientes e, conseqüentemente, têm exigido um parto diferente do tradicionalmente imposto. O professor considera altamente relevante que se questione a resistência do restante do Brasil à construção de unidades humanização do nascimento. Valdecyr ressaltou também a restrição de cartórios quanto ao registro de bebês nascidos em casa: “A mãe tem o direto de dar a luz a seu filho no próprio lar”, protestou o enfermeiro. Herdy considera de suma importância que todas essas questões sejam apuradas e discutidas não só na universidade, como também nos hospitais, nos postos de saúde, nas associações de moradores, entre outros.

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