3

Uma Declaração Universal de Direitos para o Bebê Prematuro

prem

Artigo I

Todos os prematuros nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão  e consciência. Possuem vida anterior ao nascimento, bem como memória, aprendizado, emoção e capacidade de resposta e interação com o mundo em sua volta.

Artigo II

Todo prematuro tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo III

Nenhum prematuro será arbitrariamente exilado de seu contexto familiar de modo brusco ou por tempo prolongado. A preservação deste vínculo, ainda quando silenciosa e discreta, é parte fundamental de sua vida.

Artigo IV

Todo prematuro tem direito ao tratamento estabelecido pela ciência, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. Sendo assim, todo prematuro tem o direito de ser cuidado por uma equipe multidisciplinar capacitada a compreendê-lo, interagir com ele e a tomar decisões harmônicas em seu beneficio e em prol de seu desenvolvimento.

Artigo V

Todo prematuro tem direito à liberdade de opinião e expressão, portanto deverá ter seus sinais de aproximação e afastamento identificados, compreendidos, valorizados e respeitados pela equipe de cuidadores. Nenhum procedimento será considerado ético quando não levar em conta para sua execução as necessidades individuais de contato ou recolhimento do bebê prematuro.

Artigo VI

Nenhum prematuro será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Sua dor deverá ser sempre considerada, prevenida e tratada através dos processos disponibilizados pela ciência atual. Nenhum novo procedimento doloroso poderá ser iniciado até que o bebê se reorganize e se restabeleça da intervenção anterior. Negar-lhe esse direito é crime de tortura contra a vida humana.

Artigo VII

Todo prematuro tem direito ao repouso, devendo por isso ter respeitados seus períodos de sono superficial e profundo que doravante serão tomados como essenciais para seu desenvolvimento psíquico adequado e sua regulação biológica. Interromper de forma aleatória e irresponsável sem motivo justificado o sono de um prematuro é indicativo de maus tratos.

Artigo VIII

Todo prematuro tem o direito inalienável ao silencio que o permita sentir-se o mais próximo possível do ambiente sonoro intra-uterino, em respeito a seus limiares e à sua sensibilidade. Qualquer fonte sonora que desrespeite esse direito será considerada criminosa, hedionda e repugnante.

Artigo IX

Nenhum prematuro deverá, sob qualquer justificativa, ser submetido a procedimento estressante aplicado de forma displicente e injustificada pela Equipe de Saúde, sob pena da mesma ser considerada negligente, desumana e irresponsável.

Artigo X

Todo prematuro tem direito a perceber a alternância entre a claridade e a penumbra, que passarão a representar para ele a noite e o dia. Nenhuma luz intensa permanecerá o tempo inteiro acesa e nenhuma sombra será impedida de existir sob a alegação de monitorização continua sem que os responsáveis por estes comportamentos deixem de ser considerados displicentes, agressores e de atitude dolosa.

Artigo XI

Todo prematuro tem o direito, uma vez atingidas as condições básicas de equilíbrio e vitalidade, ao amor materno, ao calor materno e ao leite materno que lhe são oferecidos através do Método Mãe Canguru. Caberá à Equipe de Saúde prover as condições estruturais mínimas necessárias a esse vinculo essencial e transformador do ambiente prematuro. Nenhum profissional ou cargo de comando em nenhuma esfera tem a prerrogativa de impedir ou negar a possibilidade desse vinculo que é símbolo da ciência tecnocrata redimida.

Artigo XII

Todo prematuro tem o direito de ser alimentado com o leite de sua própria mãe ou, na falta desta, com o de uma outra mulher tão logo suas condições clinicas assim o permitirem. Deverá ter sua sucção corretamente trabalhada desde o inicio da vida e caberá à equipe de saúde garantir-lhe esse direito, afastando de seu entorno bicos de chupetas, chucas ou de qualquer outro elemento que venha interferir negativamente em sua sucção saudável, bem como assegurando seu acompanhamento por profissionais capacitados a facilitarem esse processo. Nenhum custo financeiro será considerado demasiadamente grande quando aplicado com esse fim. Nenhuma fórmula láctea será displicentemente prescrita e nenhum zelo será descuidadamente aplicado sem que isso signifique desatenção e desamparo. O leite materno, doravante, será considerado e tratado como parte fundamental da sua vida.

Autor: Luis Tavares – pediatra

6

Comemoração dos 30 anos do Método Mãe Canguru.

30anos2Serão realizados dois dias de comemorações, pelos 30 anos do método mãe canguru, no Rio de Janeiro dia 25 de junho e em São Paulo dia 23 de junho. Receberemos o Drº Hector Martinez, pediatra colombiano, um dos ganhadores do Prêmio Sasakawa da OMS,  criador do mãe canguru.

Nos eventos acontecerá o lançamento da publicação DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO PREMATURO, escrito por nosso grande amigo pediatra Luis Tavares.

Maiores informações:

aleitamento.com

wwww.30anosdemae-canguru.com

1

Alimentação Materna e Amamentação

Uma pesquisa da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, indica que o sabor de alimentos consumidos pela mãe durante o período de amamentação passa para o leite materno em questão de minutos.

No estudo, publicado na revista “New Scientist”, os cientistas pediram a 18 mulheres que fornecessem amostras de leite materno antes e depois de consumirem cápsulas com sabores distintos.

Segundo a pesquisa, o sabor de banana pôde ser detectado por uma hora após o consumo. O gosto de mentol durou oito horas.

De acordo com o experimento, os sabores de alcaçuz e sementes de cominho atingiram o máximo de concentração no leite materno em uma média de duas horas depois do consumo.

Além disso, os pesquisadores verificaram que os sabores de frutas não-cítricas alteraram o sabor do leite materno apenas levemente, e que os elementos químicos presentes na cenoura e nas frutas cítricas produziram mudanças mais visíveis.


Preparação


Helene Hausner, que liderou a pesquisa, afirmou que os resultados preliminares sugerem que uma variação de sabores no leite materno pode fazer com que o bebé aceite melhor novos sabores.

“A amamentação pode preparar a criança para mudanças de sabores quando elas começarem a ingerir alimentos sólidos”, disse.

Ela acrescentou que mães que utilizam leite em pó podem conseguir o mesmo efeito se mudarem a marca de vez em quando.

Para a pesquisadora britânica Gill Rapley, o estudo demonstra que as mães não precisam ficar excessivamente preocupadas se a sua dieta é capaz de prejudicar a saúde do bebé, já que os sabores dos alimentos desaparecem rapidamente do leite materno.

Nas observações feitas pelo estudo da Universidade de Copenhague, o gosto do leite materno mudou apenas por algumas horas na maioria dos casos.

2

Obsessão pós-parto

Grávidas que voltam à forma poucas semanas depois
de dar à luz não são a regra. A cinturinha das mamães
recentes e famosas é para ser admirada, não imitada.

Juliana Linhares – revista veja – edição 2103

A primeira reação da maioria das mulheres que engravidam, sobretudo na primeira vez, é se sentir nas nuvens. A segunda, atualmente, é pensar: como vou voltar à forma rapidamente? Resposta: não vai. Por mais que artistas e modelos impressionem pela velocidade com que aparecem de barriga (tanque) de fora semanas depois do parto, a recuperação a jato da cinturinha só acontece com mulheres que já eram magras, atléticas e predispostas à rápida perda de peso. Como a cantora baiana Claudia Leitte, 28 anos, que um mês depois de ter dado à luz o filho Davi comandou um trio elétrico, com pouca roupa e muita energia, nos intermináveis dias e noites do Carnaval de Salvador. “Tenho movimentação de atleta. Chego a ficar oito horas pulando nos shows. Meu corpo é forte e, por isso, se recuperou rapidamente”, diz Claudia, já livre de todos os 10 quilos que ganhou na gravidez e mais 1, para garantir. Ela merece todos os elogios, mas não deve ser tomada como exemplo. Ao contrário, a expectativa de emagrecimento rápido pode acrescentar uma carga de alto stress à vida já tão modificada pelo nascimento de um filho. Em média, o esperado é que mulheres com bom condicionamento físico que engordaram de 10 a 13 quilos durante a gestação recuperem o peso habitual em três a quatro meses, o mesmo prazo para que o útero retorne ao tamanho original. Não custa repetir: cada corpo tem o próprio ritmo. “Na gravidez, os músculos retroabdominais são esticados em até 50%. O prazo de três meses para a recuperação é o mínimo”, diz o cirurgião plástico Miguel Sabino Neto, da Escola Paulista de Medicina.

Claudia está amamentando e não mudou a dieta habitual, mas fez caminhadas todos os dias desde que saiu da cama; vinte dias depois do parto já estava correndo quarenta minutos na esteira. Ganhou medalha de ouro na competição pós-parto que se desenvolve entre as mães famosas, provavelmente empatada com a modelo Alessandra Ambrosio, 28 anos, que engordou 20 quilos, teve a filha Anja em agosto e, no dia 15 de novembro, desfilou para a grife de lingerie Victoria’s Secret de calcinha, sutiã e 18 quilos a menos. Ao contrário da maioria das famosas que disfarçam os sacrifícios exigidos pela vida diante das câmeras, ela não esconde o que sofreu. “Fiz um regime rígido. Uma nutricionista me mandava as cinco refeições diárias, de baixas calorias. Depois de um mês, comecei a fazer musculação e caminhadas puxadas, durante duas horas, todos os dias. Morria de medo de ficar com a barriga caída”, admite. A atriz americana Jessica Alba, 27, também teve a mesma e reconfortante sinceridade. Ela deu à luz uma menina em junho, engordou 15 quilos e sofreu para recuperar em três meses a forma que lhe rendeu o título de um dos mais belos corpos do cinema. Com o compromisso comercial de posar para o calendário de uma marca de bebida, Jessica começou a fazer ginástica moderada três semanas após o parto. Dois meses depois, era uma hora por dia, seis dias por semana. “Os exercícios eram horríveis. Eu chorava. Depois disso, nunca mais fiz ginástica”, conta. Ela aparece linda e esbelta no calendário, embora não o suficiente – aos olhos de especialistas, a cinturinha foi eletronicamente afinada.

Se até Jessica Alba precisa de Photoshop, imagine-se as mulheres comuns. “A paranoia é tão grande que algumas já começam mentindo. Engordam 10 quilos, mas dizem que foram 30, para impressionar”, diz a nutricionista Gabriella Guerrero, de São Paulo. Os regimes de fome, já habitualmente condenáveis, não devem nem ser cogitados por mães recentes. “O saudável na gravidez é uma dieta de cerca de 1 800 calorias por dia. No pós-parto, sobe para 2 000 a 2 300”, prescreve a nutricionista. “Mães que cortam muito a alimentação, incluindo os carboidratos necessários para produzir leite, podem ter hipoglicemia, cansaço e tonturas. E talvez os bebês não ganhem peso na quantidade e velocidade ideais.” A prática de exercícios também exige moderação. “Na porção inferior do corpo, é preciso tomar cuidado com os pontos. E a musculatura peitoral estará debilitada por causa da amamentação, o que pode tornar dolorosos os exercícios com peso”, diz o ginecologista Jorge Andalaft, da Casa de Saúde da Mulher da Universidade Federal de São Paulo. Da mesma forma que o excesso de cuidados do período de resguardo do passado, quando as mulheres nem lavavam os cabelos, os exageros do presente impressionam. Um caso recente foi o de Tameka Foster, mulher do cantor americano Usher. Em fevereiro, apenas dois meses depois de ter dado à luz, internou-se para uma lipoaspiração na barriga numa clínica de São Paulo. Ao médico, disse que o parto havia sido seis meses antes. Tameka sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a anestesia e passou onze dias internada. É possível estabelecer uma relação entre os dois fatos? O corpo de parturientes recentes contém excesso de líquido, o que aumenta o volume de sangue. Durante uma operação, a paciente recebe ainda mais líquido. “O coração não dá conta de bombear todo esse sangue e pode sofrer uma parada”, explica Andalaft. “Além disso, o útero ainda não voltou a seu tamanho normal e pode comprimir as veias das pernas, que fazem a ligação do coração com os membros inferiores, causando uma embolia”, completa Miguel Sabino Neto. Como as dores do parto, os sacrifícios em favor do emagrecimento rápido podem parecer mais vagos com o passar do tempo. A atriz Carolina Dieckmann engordou 30 quilos na segunda gravidez e impressionou pela recuperação da cinturinha. Durante o esforço emagrecedor, chegou a reclamar: “Sim, passo muita fome”. Hoje, corpo perfeito, releva: “É, sentia uma fominha”. Todas as que não são Carolina estão desobrigadas de fome de qualquer tamanho.

0

Amamentação na primeira hora – proteção sem demora!

Em 2007 a WABA lançou o tema da semana mundial de aleitamento materno enfocando a amamentação na primeira hora de vida, apontando a importância do contato precoce entre mãe e bebê, tanto para o estabelecimento do vínculo afetivo, a manutenção da avidez da sucção, a involunção uterina diminuindo o risco de hemorragias, aceleração da descida do leite e etc.

Hoje essa prática faz parte do dia a dia do trabalho do MamaMia. Nossas clientes, indiferentemente do tipo de parto realizado, amamentam seus bebês na primeira hora de vida. Esse trabalho é fruto da construção de um saber que se estabelece durante o pré-natal,  as famílias são informadas do benefício do aleitamento na primeira hora de vida tanto para o bebê, quanto para a mãe.

Esse trabalho é realizado tanto no acompanhamento do casal por uma Doula, quanto no curso de preparação para amamentação, todos os dois serviços oferecidos pelo MamaMia tem como uma das metas colocar o bebê para mamar na primeira hora de vida.

Para saber mais sobre o acompanhamento da Doula, acessar a parte DOULA.

Sobre o curso de Preparação para Amamentação, acessar a parte AMAMENTAÇÃO.

bruna061amamentação parto normaldsc07775