A DIMENSÃO PSÍQUICA VALORIZADA NOS CUIDADOS IMEDIATOS AO RECÉM-NASCIDO

Por: Marcele Zveiter e Jane Progianti

O Ministério da Saúde correlaciona a baixa qualidade da assistência nas maternidades brasileiras com a alta taxa de mortalidade neonatal precoce (0-6 dias de vida). Existe uma ligação entre o alarmante percentual de 40% de óbitos neonatais no primeiro dia de vida e as causas evitáveis, como: o não acesso e utilização dos serviços, a baixa qualidade da assistência no prénatal, no parto e nos cuidados ao recém-nascido (RN). Desse modo, a qualidade dos cuidados prestados nos primeiros momentos da vida de um bebê tem influência direta na mortalidade neonatal precoce, por causas potencialmente evitáveis.

Ao pensar sobre as causas evitáveis de mortalidade neonatal precoce, é preciso revisitar a cena do nascimento em que os profissionais de saúde seguem os passos de um protocolo de atendimento ao RN ditado pela práxis científica. Esse conjunto de procedimentos, desenvolvido com base na ciência médica de modo geral, tornou-se protocolo quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) o incluiu como parte do documento Cuidado Essencial ao Recém-Nascido.

O protocolo aponta como necessidades básicas do RN o aquecimento, a limpeza, o aleitamento materno, a segurança e a vigilância. Visando ao atendimento dessas necessidades básicas, recomenda como elementos essenciais para o cuidado ao RN em casa, em centros de saúde ou em hospitais a proteção térmica, a amamentação precoce e exclusiva, a higiene e o cuidado com os olhos.

Percebe-se que as necessidades do RN, em sua primeira hora de vida, e os cuidados essenciais recomendados pela OMS estão restritos às dimensões fisiológicas básicas. Nesse sentido, ao voltar o olhar para a saúde mental do bebê, não são encontradas informações relevantes sobre o assunto no cotidiano hospitalar, o que pode indicar a valorização parcial dos aspectos psíquicos do bebê e de sua mãe pelos profissionais de saúde.

Este texto tem por objetivo apresentar uma revisão bibliográfica no campo interdisciplinar, envolvendo autores da psicanálise, psiquiatria infantil, neurociências e enfermagem obstétrica, que aponte os aspectos psíquicos da mãe e do bebê envolvidos no processo de cuidar do ser humano em sua primeira hora de vida. Assim, espera-se que este texto contribua para ampliar a valorização dessa dimensão no cuidado de enfermagem ao RN.

Leia o artigo na integra: artigo

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