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As artimanhas da mulher/mãe.

Sem sobra de dúvida a maternidade deixa a mulher mais criativa, mais exuberante, mais confiante…mais tudo!

Adele Enersen é uma publicitária finlandesa, que na licença maternidade produziu imagens lindas.

Vejam em: http://milasdaydreams.blogspot.com/

 

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No Brasil 45% dos partos são cesarianas.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

 

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Mães pós-graduandas conquistam o direito à licença maternidade

A concessão da licença maternidade às bolsistas atende a reivindicação da SPM e ANPG

A partir de agora as mães que fazem pós-graduação têm o direito à licença maternidade de até quatro meses com o pagamento das bolsas, desde que o parto ocorra durante o período de vigência do benefício. A decisão é da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de acordo com a Portaria 220, publicada no dia 12 deste mês. O benefício é válido para todas as modalidades de bolsas.

A concessão da licença maternidade às bolsistas atende a uma reivindicação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) desde seu 1º Encontro Pensando Gênero e Ciência, em 2006, quando as participantes aprovaram a recomendação de que a licença maternidade fosse estendida às bolsistas do sistema CAPES/MEC e CNPq/MCT.

A Ministra Nilcéa Freire encaminhou estas recomendações à direção dos dois órgãos, sugerindo a concessão destes benefícios. A conquista é também da Associação Nacional dos Pós-Graduandos que fez recorrentes campanhas reivindicando a extensão do pagamento.

Cientistas brasileiras podem exercer a maternidade sem desvantagem

A SPM reiterou a antiga demanda da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), da Coordenação da Área de Saúde Coletiva do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior sugerida pela representação da ABRASCO – Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Esta demanda também faz parte do Projeto de Lei 2315/2003 do Deputado Jorge Bittar (PT/RJ) que no artigo 5, que trata desta questão.

Para a economista Hildete Pereira de Melo, coordenadora do Programa Mulher e Ciência na SPM, a decisão permite que as futuras cientistas brasileiras possam exercer a maternidade, que esta não seja um fator que as coloque em situação de desvantagem em suas carreiras e sim uma opção a que todas as mulheres têm direito.

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Um pouco de Leboyer – sobre o trabalho de parto.

” em trabalho”

Da mulher cujo parto começou

dizem que está “em trabalho”.

Em trabalho, e não no trabalho.

No trabalho ela está quando, sem menor ardor…ela se entrega…

aos humildes gestos da vida cotidiana:

varrer, arrumar, alimentar…

E quando depois… ela se põe no escritório,

a digitar, atender ao telefone

a consultar, não mais os Deuses,

mas o computador, que lhe tomou o lugar.

Isso é vida?

Que contraste com sinistra monotonia, quando a mulher entra

“em trabalho”.

Esta vai de fato “laborar”.

Com a mesma seriedade e gravidade, a mesma alegria silenciosa

do artista,

que “elabora a sua obra”.

… Tanto a mulher

quanto o artista que cria,

precisam padecer para obrar.

No mais das vezes, entrar “em trabalho” significa

que haverá contrações, “dores”

cada vez mais longas, intensas, cruéis,

contra as quais a mulher se defende em vão.

Em vão,  pois essas terríveis dores são

cem mil vezes mais fortes que ela.

 

Frédérick Leboyer é autor do famoso livro Shantala, massagem para bebês. Se me Contassem o Parto é uma descrição original, simples, rigorosa, precisa e, ao mesmo tempo, poética, para não dizer espiritual, mística, desse processo tão rico e complexo que é o parto. Este livro em nada se parece com um trabalho de obstetrícia, ainda que nele seja constante a preocupação com a exatidão. Ele se destina tanto às futuras mamães quanto às pessoas que a assistirão (obstetras, parteiras etc.). Lendo-o, embarcamos realmente numa história à qual a comparação com a navegação de Ulisses e com o desenrolar da tragédia antiga confere peso de eternidade e dimensão sagrada. Aqui se encontram, detalhados e ampliados, temas como sofrimento, amor, alegria, respiração etc.