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Rede Cegonha

O programa Rede Cegonha, que foi lançado ontem dia 28 pela presidenta Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde até 2014. Os recursos, de acordo com o ministério, serão aplicados na construção de uma rede de cuidados para a mulher e para as crianças de até dois anos.

O programa é uma promessa de campanha da presidenta e tem foco na gestão de saúde, mais que a criação de novas unidades. Os investimentos, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vão atingir toda a rede que começa pela unidade básica de saúde, passa pelos exames do pré-natal, pelo transporte seguro, até o parto nos leitos maternos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para criar a rede, o governo informou que investirá recursos na criação de novas estruturas de assistência e acompanhamento das mulheres e reforço na rede hospitalar convencional. Outras novas estruturas previstas no programa são as Casas da Gestante e do Bebê e os Centros de Parto Normal, que deverão funcionar em conjunto com a maternidade. O objetivo, de acordo com o governo, é “humanizar o nascimento”.

Uma das medidas do programa será a de oferecer nos postos de saúde testes rápidos de gravidez. Confirmado o resultado positivo, a gestantes deverá se submeter a, no mínimo, seis consultas durante o pré-natal, além de exames clínicos e laboratoriais. Entre os exames a serem exigidos pelo Ministério da Saúde estão o de HIV e sífilis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Rede Cegonha também prevê a qualificação de profissionais de saúde para dar assistência adequada às gestantes e aos bebês. O governo também quer, com o programa, fortalecer a rede hospitalar obstétrica de alto risco

A meta, de acordo com o Ministério da Saúde, é implantar a Rede Cegonha em todo o Brasil, no entanto, o governo quer iniciar o atendimento pelo Nordeste, Amazônia Legal e nove regiões metropolitanas onde há a maior concentração de gestantes. As primeiras cidades a receberem o programa serão: Manaus, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.

De acordo com o governo, a Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil.

Fonte: Agência Brasil

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Amamentar uma forma de fazer amor.

Como estamos  as voltas com a questão do amor e da amamentação, resolví contribuir com essa passagem muito importante do livro A Maternidade de Laura Gutman.  Esse não é o título original do texto, mas resolví nomeá-lo assim pois achei que este título mais adequado ao texto. Título original é: Amamentar uma forma de amar.

Todas as mães, absolutamente todas podem amamentar seus filhos. Em vez de falar de técnicas, horários, posições e mamilos, vamos falar de amor.

Amamentar nosso filho será simples se nos dermos conta de que é semelhante a fazer amor: no princípio precisamos nos conhecer. E isso se consegue melhor estando sozinhos, sem pressa.

Quando fazemos amor com o homem que amamos, não nos importamos com o tempo, nem se coito dura mais ou menos de 15 minutos, se ficamos mais de um lado da cama ou no outro, se estamos por cima ou por baixo. Não mos importa se amamos várias vezes em uma hora ou se dormimos esgotados e abraçados um dia inteiro. Não há objetivos, salvo o de nos amarmos.

Quando o bebê nasce, o reflexo de sucção é muito intenso. Como as palavras indicam, ele age sob o reflexo de procurar, encontrar e procurar o seio materno. Para isso, só é preciso que o bebê fique perto do peito. Muito tempo. Todo tempo. Porque o estímulo é o corpo da mãe, o cheiro, o tom, o ritmo cardíaco, o calor, a voz, enfim, tudo o que ele conhece.

Como nas relações amorosas – trata-se disso -, precisamos de tempo e privacidade. As mulheres precisam entrar em comunicação com o homem para aceitar o ato sexual. Não há diferença no ato de amamentar. O bebê precisa estar informado para sentir o contato e poder sugar, e as mulheres, para produzir leite e gerar amor. Simples assim.

Se recordarmos que o leite materno não é apenas alimento, mas sobretudo amor, comunicação, apoio, presença, abrigo, calor, palavra, sentido, acharemos absurdo negar peito porque “não precisa”, “já comeu” ou “é manha”. Então, é manha quando precisamos de um abraço prolongado do homem que amamos?

Só o distanciamento de nossa essência nos leva a pensamentos tão violentos em relação a nós mesmas e nossos bebês.

Texto: Livro A maternidade  e o encontro com a própria sombra – pág. 63-64.

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Dani Monteiro…prestes a encarar sua maior aventura!

Todo grande desafio é precedido de muita expectativa. E como eu vivo de desafios, conheço bem a adrenalina, o “friozinho na barriga” de ansiedade que vem antes e uma provação. E eu não falo só de saltos de bungy jump, voos de paraquedas ou caminhadas até o Monte Everest. Os pequenos momentos que podem parecer corriqueiros ao olhar distraído também são emocionantes.

Nesse momento da minha vida, encaro dois desafios que considero maravilhosos e assustadores. Sim, já saltei de paraquedas mais de 400 vezes, já dormi aos pés da montanha mais alta do mundo e desci numa fina corda a parede do Salto Angel, uma cachoeira de 1km de altura… mas nada se compara ao momento atual.

Com 35 semanas de gestação, estou há poucos dias de ser mãe. E posso ser bem sincera? To morrendo de medo. Não é um pânico como quando estamos na beira de um abismo mas um medo diferente, um medo de não saber se vai dar conta do recado! Será que 9 meses foram o suficiente para me preparar para a tarefa de ser mãe? Será que já nascemos preparados? Será que vou conseguir?

Parece bobagem essa preocupação toda, afinal de contas, uma hora os papéis se invertem e os filhos viram pais. Mas quando a data se aproxima, é verdadeiramente assustador e magnífico, tudo ao mesmo tempo!

O outro grande desafio assumido também é uma espécie de “filho”, que precisa de todo carinho e dedicação. É esse blog que vocês estão lendo agora! É aqui que vou, a partir de agora, dividir os momentos de anseios, medos, emoções e muitas alegrias, seja na vida profissional, seja na vida pessoal.

E como o momento é de grandes acontecimentos na vida pessoal, começo postando fotos da família que está em expansão. Eu, meu marido Felipe e a pequena Maria fomos clicados pelo grande amigo e magnífico fotógrafo, Markos Fortes e eu amei o resultado do ensaio. Tomara que curtam tanto quanto a gente! Mais tarde vou mostrar como andam os preparos para a chegada da Maria e postar fotos do Chá de Fraldas dela que foi pra lá de animado!

fonte: http://bloglog.globo.com/danimonteiro/

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Amamentar é um ato de amor?

Não pude deixar passar esse belíssimo texto, uma reflexão dos tempos atuais. Como nós mulheres nos colocamos diante de nossas propostas de vida, o que desejamos de nós enquanto mães? Como nós profissionais de saúde vamos  contribuir para que a mudança ocorra, sem julgar, culpar. Apenas apoiando, empoderando, orientando o que for possível para cada mulher na sua singularidade.

 

eu aos 20 anos, no meu primeiro atendimento em amamentação, no Ação Global.

 

A prática da amamentação é biológica, pois o corpo da mãe se transforma naturalmente (sem a ação dela) para este momento. Nem a escolha em engravidar muitas vezes não depende de uma vontade, faz parte de um mecanismo puramente biológico e natural na espécie humana. Então, poderíamos pensar que o ato de amamentar é também natural e instintivo? Se formos considerar esta linha de pensamento no que se refere o organismo biológico humano, sim, mas este ato depende unicamente de uma ação e de uma escolha da mãe, o que nos diferencia das outras espécies mamíferas.

Existem muitas formas de amar, cada um ama de um jeito e cada jeito de amar possui infinitas formas de sentir e vivenciar este amor. Amamentar então é também um ato de amor, porque o amor é a roda que move o mundo. Este ato pode ser pensado apenas como uma importância fundamental de doar o melhor alimento, o mais completo e o essencial para um bebê. Mas nem todas as mães desejam amamentar, porque este ato está muito relacionado á uma ação de doação, de entrega e de abdicação… Existem mães que não desejam amamentar e ponto.

Nossa existência é pautada no cuidado: o cuidado com nós mesmos, com o nosso corpo, com a nossa psique, com as nossas emoções e vontades. Cuidar de um bebê gerado é parte desta existência, mas este cuidado também possui diversas formas e definições. O cuidado pode ser realizado pela mãe, por parentes, por uma instituição… A mãe que trabalha pode continuar nutrindo o seu bebê, ordenhando o seu leite e garantindo que ele seja oferecido em sua ausência. Este ato também é uma forma de amor, porque depreende dela dedicação, tempo, abdicação…

É esta ação – que podemos chamar de cuidado, amor, responsabilidade, ética – a responsável pela várias construções e desconstruções que fazemos todo o tempo com relação á dedicação de uma função materna. A culpa por não amamentar só será uma verdade quanto essas construções foram alicerçadas em opiniões, palpites, crenças e ações culturais as quais essas mães estão intimamente ligadas e que possuem definições diversas. A pluralidade delas, no entanto, é a verdadeira causa da culpa.

O trabalho de empoderamento das mães com relação ao ato de amamentar e à sua importância, só terá relevância social quando esta ação individual de cada mãe for pautada num delicado processo de conscientização, informação, apoio e principalmente o reconhecimento de uma ação fundamental e insubstituível para a vida de um bebê.

O respeito pela escuta da mãe individualmente, da sua própria vivência, vontades, possibilidades e realidades, é a garantia de que a compreensão de uma escolha possa ser aceita com também uma possibilidade. Amamentamos porque nos causa bem-estar saber que temos o grande poder de produzir um alimento tão extraordinário e único. Amamentamos porque este ato é a continuidade da vida uterina que proporcionamos durante os nove meses ao nosso bebê e ele resulta em conforto, segurança, proteção e paz. Amamentamos porque temos a consciência de que este ato á nós unicamente pertence. Amamentamos porque somos capazes de amar incondicionalmente este ser gerado em nós. Amamentamos também porque esta é a nossa ação neste mundo.

 

Escrito por:  Simone Carvalho

Fonte: Aleitamento Solidário

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Sobre mães e filhos.

Fiquei super emocionada com esse  texto, porque ele descreve exatamente os meus ideais, ler uma filha descrevendo sobre o trabalho de sua mãe com tanta lucidez, me fez pensar o quanto eu desejo, que daqui a 25 anos eu possa ter passado essa lucidez para os meus filhos. Isso sim é um ato de amor, é a comprovação mais clara de que a transmissão existe e se hoje defendo o aleitamento materno, a maternidade sem culpa, o parto natural é porque desejo que meus filhos e os filhos que por mim passam, possam desfrutar dessa transmissão, com amor e sem culpa.

meus tesouros: Gabriela e Eduardo.

A primeira vez que ouvi minha mãe pronunciar tal frase, estranhei.

Eu havia ido buscá-la após uma entrevista para um programa da Rede Mulher e notei que ela estava aborrecida. Perguntei o que havia acontecido e ela disse:

“Eles fizeram de tudo para que eu afirmasse que amamentar é um ato de amor. Mas eu nunca direi isso. Amamentar não é um ato de amor”.

“Mãe, como assim?” Por um instante, achei que minha mãe estava virando casaca e negando o trabalho de toda uma vida.

Minha mãe foi uma das grandes batalhadoras do aleitamento materno no Brasil e no mundo. Docente da Faculdade de Enfermagem da Usp de Ribeirão Preto, ela ajudou a formar núcleos de aleitamento por todo o país, colocou o assunto na pauta da formação de profissionais, escreveu livros, cartilhas e foi conselheira da OMS sobre o tema, para os países de língua latina.

Eu cresci com mulheres batendo à nossa porta para “desempedrar” as mamas e aprender a dar de mamar. Com alunas que a procuravam para orientar teses de mestrado. Era peito e recém-nascido para todo lado. Aquela frase, dita assim de repente, me pegou totalmente de surpresa.

“Amamentar é optar por dar o melhor alimento ao bebê. Não tem nada a ver com amar. Se fosse assim, poderíamos dizer que os pais amam menos seus filhos? Eles não amamentam. As mães adotivas também não. Ou as mulheres que fizeram plástica. Ou as mães que precisaram desmamar seus bebês para trabalhar…será que todos eles amam menos seus filhos porque não amamentam?”

“Mas é o que a gente sempre escuta…que amamentar é dar amor”, argumentei.

“Pois é…mas amamentar é dar alimento. O melhor alimento. O mais completo e o que melhor nutre o bebê. Já amar é outra coisa. As pessoas que confundem as duas coisas, sem querer, estão fazendo um desserviço ao aleitamento, pois as mães ficam mais ansiosas, culpadas e cheias de temores. Todos sabem que uma mãe tranquila amamenta melhor. E como uma mãe pode amamentar tranqüila se ela acha que estará dando menos amor para seu bebê se fracassar? Olha o peso deste sentimento!

Quanto mais desmistificarmos o aleitamento, melhor. As sociedades que amamentam melhor, são aquelas que o fazem naturalmente, como parte de uma rotina. O bebê está com fome, a mãe dá o peito. Simples assim. Quase mecânico. Ninguém pensa muito nisso.

E as mulheres que por algum motivo não conseguem amamentar, precisam parar de sofrer. De sentir culpa. Existem muitas outras formas delas darem o suporte psicológico que o bebê precisa. É óbvio que o aleitamento é a melhor escolha, mas a partir do momento que esta escolha não pode ser feita, a mãe deve parar de sofrer.”

Essa era a minha mãe. Cheia de idéias próprias. Cheia de amor. Uma batalhadora da maternidade sem culpa.

 

Escrito por: Tais Vinha do blog ombudsmãe

fonte:http://ombudsmae.blogspot.com/2009/04/amamentar-nao-e-um-ato-de-amor.html

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Alergias Alimentares e Amamentação.

Outra razão para uma criança se recusar a comer é que determinados alimentos a fazem se sentir mal. Alergia alimentar pode ser perigoso. A experiência de Isabel nos mostra que a dificuldade em reconhecer os primeiros sintomas pode levar ao desmame precoce e também ao agravamento do problema:

“Eu sou mãe de uma bebê de 7 meses que vinha sendo amamentada até agora. No começo, tudo estava indo muito bem e se dependesse de mim ela seria amamentada por muito mais tempo. Parecia que ela queria o leite que fluía rápido, mas ela mamava 5 minutos e começava a chorar. Amamentar passou a ficar muito difícil nos últimos três meses. Mas eu tinha certeza de que era o melhor para ela e insistia na amamentação, até que eu não pude mais mantê-la. Decidi, então, por desmamá-la. Eu achava que a amamentação deveria ser prazeirosa para mamãe e bebê, mas eu não podia ver mais minha filha sofrendo a cada mamada.Quando eu introduzi a primeira mamadeira de fórmula, fiquei assustada ao ver as manchas vermelhas que surgiram em seu rosto após cinco minutos. Eu tive que continuar a amamentar a minha filha por mais algum tempo enquanto o médico realizava alguns exames de alergia.”

Os testes, como era esperado, deram positivos. Os sintomas que a filha de Isabel apresentava durante a amamentação eram uma clara indicação de uma alergia ainda não diagnosticada. Sem a percepção do que deveria ser feito, quando o diagnóstico foi confirmado, ninguém explicou a Isabel a razão do comportamento de sua filha durante a amamentação.

Muitas mães dizem que seus bebês “rejeitam o peito”. Um bebê que vinha mamando bem há alguns dias ou semanas, de repente passa a mamar por 5 minutos e então começa a chorar. Isto pode ser atribuído a duas causas diferentes:

A) Um bebê começa a mamar de forma feliz. Alimenta-se, ficando satisfeito, em cinco minutos ou menos, pára e fica saciado. Se a mãe achar que esse bebê precisa mamar pelo menos 10 minutos, ela achará que esse bebê não mamaou o suficiente, e tentará amamentá-lo mais. O bebê vai ficando chateado por ser forçado a comer.

B) Um bebê começa a mamar mais ou menos feliz, mas mostra-se desconfortável, até que deixa o peito chorando. Algumas mães dirão: “É como se o leite machucasse seu estômago, então ele chora de dor.” Uma excelente explicação para o que realmente está acontecendo.

A primeira situação é totalmente normal, e corresponde a uma diminuição na necessidade da alimentação que acontece a medida que a criança cresce (como explicarei mais tarde, ver “A crise dos 3 meses”). Não há nada a fazer, além de reconhecer que a criança está satisfeita e não insistir mais no peito. Se o bebê é forçado a mamar no peito, é bem provável que com o passar das semanas ele desenvolva alguma aversão ao peito e pode começar a chorar até mesmo antes de o peito ser oferecido, o que ficará mais difícil distinguir a situação A da B. Mas se você pensar no passado, você poderá ser capaz de lembrar como as coisas começaram e descobrir que se trata de um caso como a situação “A”.

Na segunda situação, está claro que a causa é alguma alergia ou intolerância a algum alimento ou medicamento que a mãe está ingerindo. E quase sempre o culpado é o leite de vaca, embora também possa ser peixe, ovos, soja, frutas cítricas ou outros alimentos. Isto foi o que aconteceu com a filha de Isabel. Se, naquele momento, Isabel tivesse eliminado todo leite de vaca de sua dieta, ela teria poupado muitas lágrimas e sofrimento, a reação alérgica que sua filha teve com a primeira mamadeira de fórmula, o desnecessário desmame, e todas as dificuldades em alimentar um bebê alérgico com fórmulas hipoalergênicas (que além do alto custo, tem gosto ruim, o que faz o bebê recusá-las muitas vezes).

Por que a filha de Isabel choraria após 3 minutos no peito? Algumas proteínas do leite de vaca (assim como as proteínas de qualquer alimento que a mãe coma) podem passar para o leite. É claro que a quantidade é pequena e é raro que haja uma reação generalizada, como as manchas vermelhas espalhadas pelo corpo, como aconteceu com a primeira fórmula de mamadeira. Geralmente, a reação ocorre apenas onde há contato: no esôfago, no estômago e no intestino da criança. Em poucos minutos há uma inflamação e um desconforto nesses lugares. E a mãe não verá nada, mas a criança sentirá, porque dói!

Se seu filho apresentar sintomas parecidos com os da filha de Isabel e durante a amamentação começar a chorar, como se estivesse doendo (e especialmente se você estiver observando eczemas ou irritações na pele) você deverá fazer um teste para alergia à leite de vaca. Para fazer isso, a mãe deve manter a amamentação e remover todo leite e derivados e todos os produtos que levam leite e derivados de sua dieta. Torne-se uma especialista em leitura de rótulos e elimine qualquer coisa que contenha leite na fórmula. Pães, algumas sobremesas, chocolates, e algumas comidas processadas, margarinas, etc.

Você terá que esperar de 7 a 10 dias sem comer ou beber qualquer pruduto com leite de vaca. O resultado não será imediato; as proteínas do leite de vaca já foram encontradas no leite materno até 5 dias após ter cessado totalmente o consumo de leite na dieta da mãe. Não substitua o leite de vaca por leite de soja, uma vez que esté é tão alergênico quanto o primeiro.

Se após 10 dias, os sintomas de seu filho não desapareceram, ele provavelmente não é alérgico à leite de vaca ou é alérgico a outros alimentos também. Você pode tentar retirar da dieta peixe e ovos. Se os sintomas não estão melhorando e você não deseja perder muito tempo, elimine leite e derivados, ovos, peixe, soja, e qualquer outro alimento que você suspeite e depois adicione um de cada vez de volta à dieta. Algumas crianças são alérgicas a dois ou mais itens e eles só melhoram quando a mãe elimina todos de sua dieta ao mesmo tempo. Uma vez conheci um bebê que era alérgico à leite de vaca e a pêssegos. A mãe notou que quando parou com o leite de vaca, mas começou a tomar suco de pêssegos, seu filho não melhorava.

Se os sintomas melhoraram após retirar leite de vaca e derivados da sua dieta, pode ter sido apenas coincidência. Reintroduza o leite de vaca para ver o que acontece. Mas não faça isso devagar, uma vez que os sintomas possam ser leves e você não perceberá. Beba dois copos de leite em um dia e se nada acontecer, seu filho não é alérgico à leite. A melhora foi coincidência e é melhor deixar isso para lá. Algumas vezes, algumas mães são advertidas a eliminarem leite e derivados de sua dieta, como se o leite de vaca fosse o culpado de todos os choros, eczemas, e narizes entupidos e a mãe perde meses ou anos sem beber nada de leite desnecessariamente.

Se após a reintrodução de leite de vaca, seu filho apresentar os mesmos sintomas, você tem a prova da alergia. Esteja pronta para amamentar o maior tempo possível, preferencialmente até 2 anos ou mais, e não dê a seu filho nada de leite ou derivados. Se a criança é muito alérgica, e a menor quantidade através do leite materno já causa problema, dar leite diretamente ao bebê, pode trazer reações muito mais severas.

Nem todas as crianças alérgicas são tão sensíveis ao ponto de reagirem sempre a qualquer alimento que a mãe coma que leve leite de vaca ou outro alergeno. Para determinar a alergia é muito importante ser bastante restrita a fase inicial, para que se possa ter certeza. Mais tarde, talvez você poderá consumir alguns produtos sem que seu filho reaja negativamente. É possível que quanto maior o controle com que sua mãe faça da dieta, mais rápido a criança melhore da alergia, embora isso possa não acontecer sempre.

Se você acha que o leite de vaca e derivados estão afetando seu filho, converse com seu pediatra; ele poderá fazer outros testes para alergia. E não tente dar ao seu filho qualquer produto que contenha leite ou derivados até nova ordem. Avisar os membros da família e a criança pode facilitar. Crianças costumam melhorar da alergia ao leite de vaca, geralmente, por volta dos 18 meses, mas alguns casos de reintrodução dos laticínios podem precisar de orientação médica, e algumas vezes serem feitas até em hospital.

Do livro “My child won´t eat”, do Dr. carlos González

Fonte: Aleitamento Solidário