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Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno em Municípios Brasileiros.

O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Recomenda-se o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. A promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno é uma das linhas de cuidado prioritárias da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno/ DAPES/ SAS do Ministério da Saúde. Faz parte do elenco de estratégias para a redução da mortalidade infantil, compromisso assumido pelo Brasil em nível internacional (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) e nacional, por meio do Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, Pacto pela Vida, Programa Mais Saúde. Recentemente, foi firmado o Termo de Compromisso entre o governo federal e os governos estaduais (estados da Região Nordeste e Amazônia Legal), como estratégia de redução das desigualdades regionais.
Graças a pesquisas de âmbito nacional é possível constatar que, desde a implantação do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, no início da década de 80, os índices de aleitamento materno no País vêm aumentando gradativamente, mas ainda encontram-se aquém do considerado satisfatório.

Em 1999, o Ministério da Saúde coordenou um inquérito sobre amamentação durante a campanha nacional de vacinação em todas as capitais brasileiras (exceto o Rio de Janeiro). Essa pesquisa trouxe contribuições importantes para a análise da situação da amamentação no País e para a formulação de políticas no âmbito dos estados e regiões analisadas. Passados quase 10 anos, era inadiável a realização de um novo inquérito para verificar a situação atual e a evolução da amamentação e da alimentação complementar no País, dando subsídios para uma avaliação dos avanços ocorridos e planejamento das ações. Assim, foi realizada, em outubro de 2008, a II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal – PPAM/Capitais e DF. O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde por meio de convênio firmado junto à Fiocruz, e coordenado por uma equipe composta por pesquisadores do Instituto de Saúde da SES/SP e da Área Técnica de Saúde da Criança do MS. Trata-se, portanto, da segunda pesquisa de âmbito nacional sobre aleitamento materno realizada pelo MS com a mesma metodologia, segundo a qual um questionário sobre práticas alimentares no primeiro ano de vida é aplicado em amostras representativas das capitais e DF, no momento da campanha de multivacinação. A realização da pesquisa foi possível graças ao apoio do Programa Nacional de Imunização, do envolvimento das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e, em vários estados, de parcerias com as universidades. Todas as capitais realizaram o inquérito e, em vários estados, houve adesão de outros municípios. Assim, o estudo, na sua íntegra, contou com a participação de 266 municípios e aproximadamente 120.000 crianças menores de um ano de todo o País. A situação do aleitamento materno e da alimentação complementar nas capitais e DF foi objeto de publicação do Ministério da Saúde6, e lançada por ocasião da Semana Mundial da Amamentação de 2009. Este relatório apresenta informações sobre 227 municípios que participaram da pesquisa em 2008 e inseriram seus dados no sistema on-line desenvolvido para esse fim.

Os dados coletados fornecem informações sobre as diferentes modalidades de aleitamento materno. Espera-se que eles forneçam subsídios para o planejamento e avaliação da Política Nacional de Aleitamento Materno em todas as esferas de gestão (federal, estadual e municipal), e também de ações de grupos e organizações não governamentais que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Clique abaixo para baixar as pesquisas completas

pesquisa 2009

pesquisa 2010

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Preparo para a amamentação: tratamento de mamilos invertidos e não-protráteis durante a gravidez.

“Há relatos de que cerca de 7 a 10% das mulheres grávidas que desejam amamentar possuem mamilos invertidos ou não-protráteis (Hytten & Baird, 1958; Alexander, 1991), o que pode resultar em problemas para a amamentação (White et al, 1992). Acredita-se que o preparo antenatal melhore a protratilidade do mamilo e, portanto, as chances de sucesso na amamentação; por décadas, tem sido uma prática comum examinar mulheres grávidas que desejam amamentar para determinar se elas têm ou não mamilos invertidos ou não-protráteis. Os dois método de preparo mais comumente recomendados em vários países são exercícios de estiramento do mamilo, um deles conhecido como exercícios de Hoffman (Hoffman, 1953), e o outro, as conchas de seio (Waller, 1946).
O valor de ambos os métodos foi questionado pelos achados de um estudo controlado recentemente divulgado – daqui em diante referido como o
“Experimento Southampton” (Alexander et al, 1992).
Neste estudo, não se identificou qualquer benefício em termos de amamentação para qualquer um dos tratamentos, entretanto a amostra era muito pequena para excluir a possibilidade de um efeito clinicamente importante. Os achados indicaram que o uso de conchas pode levar a um aumento no número de mulheres que interrompem a amamentação em torno da sexta semana após o parto. O experimento aqui divulgado, maior e portanto, estatisticamente mais poderoso, foi realizado com o objetivo de esclarecer se os tratamentos são benéficos, prejudiciais ou se não fazem diferença para a amamentação. Utilizou-se (ver seção de análise) um desenho fatorial (Cochran & Cox, 1957) para permitir uma estimativa dos exercícios ou conchas (principais efeitos), assim como explorar se a combinação dos dois tratamentos levaria a um efeito adicional (interação).
Um outro objetivo do estudo foi avaliar se os tratamentos tinham ou não algum efeito sobre a idade gestacional ao nascimento e em particular, se havia um aumento no número de bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação naquelas mulheres que foram alocadas para fazerem os exercícios de Hoffman.”

 

Leia o estudo completo: preparo para amamentação

Fonte: ibfan