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Dani Monteiro…prestes a encarar sua maior aventura!

Todo grande desafio é precedido de muita expectativa. E como eu vivo de desafios, conheço bem a adrenalina, o “friozinho na barriga” de ansiedade que vem antes e uma provação. E eu não falo só de saltos de bungy jump, voos de paraquedas ou caminhadas até o Monte Everest. Os pequenos momentos que podem parecer corriqueiros ao olhar distraído também são emocionantes.

Nesse momento da minha vida, encaro dois desafios que considero maravilhosos e assustadores. Sim, já saltei de paraquedas mais de 400 vezes, já dormi aos pés da montanha mais alta do mundo e desci numa fina corda a parede do Salto Angel, uma cachoeira de 1km de altura… mas nada se compara ao momento atual.

Com 35 semanas de gestação, estou há poucos dias de ser mãe. E posso ser bem sincera? To morrendo de medo. Não é um pânico como quando estamos na beira de um abismo mas um medo diferente, um medo de não saber se vai dar conta do recado! Será que 9 meses foram o suficiente para me preparar para a tarefa de ser mãe? Será que já nascemos preparados? Será que vou conseguir?

Parece bobagem essa preocupação toda, afinal de contas, uma hora os papéis se invertem e os filhos viram pais. Mas quando a data se aproxima, é verdadeiramente assustador e magnífico, tudo ao mesmo tempo!

O outro grande desafio assumido também é uma espécie de “filho”, que precisa de todo carinho e dedicação. É esse blog que vocês estão lendo agora! É aqui que vou, a partir de agora, dividir os momentos de anseios, medos, emoções e muitas alegrias, seja na vida profissional, seja na vida pessoal.

E como o momento é de grandes acontecimentos na vida pessoal, começo postando fotos da família que está em expansão. Eu, meu marido Felipe e a pequena Maria fomos clicados pelo grande amigo e magnífico fotógrafo, Markos Fortes e eu amei o resultado do ensaio. Tomara que curtam tanto quanto a gente! Mais tarde vou mostrar como andam os preparos para a chegada da Maria e postar fotos do Chá de Fraldas dela que foi pra lá de animado!

fonte: http://bloglog.globo.com/danimonteiro/

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Amamentar é um ato de amor?

Não pude deixar passar esse belíssimo texto, uma reflexão dos tempos atuais. Como nós mulheres nos colocamos diante de nossas propostas de vida, o que desejamos de nós enquanto mães? Como nós profissionais de saúde vamos  contribuir para que a mudança ocorra, sem julgar, culpar. Apenas apoiando, empoderando, orientando o que for possível para cada mulher na sua singularidade.

 

eu aos 20 anos, no meu primeiro atendimento em amamentação, no Ação Global.

 

A prática da amamentação é biológica, pois o corpo da mãe se transforma naturalmente (sem a ação dela) para este momento. Nem a escolha em engravidar muitas vezes não depende de uma vontade, faz parte de um mecanismo puramente biológico e natural na espécie humana. Então, poderíamos pensar que o ato de amamentar é também natural e instintivo? Se formos considerar esta linha de pensamento no que se refere o organismo biológico humano, sim, mas este ato depende unicamente de uma ação e de uma escolha da mãe, o que nos diferencia das outras espécies mamíferas.

Existem muitas formas de amar, cada um ama de um jeito e cada jeito de amar possui infinitas formas de sentir e vivenciar este amor. Amamentar então é também um ato de amor, porque o amor é a roda que move o mundo. Este ato pode ser pensado apenas como uma importância fundamental de doar o melhor alimento, o mais completo e o essencial para um bebê. Mas nem todas as mães desejam amamentar, porque este ato está muito relacionado á uma ação de doação, de entrega e de abdicação… Existem mães que não desejam amamentar e ponto.

Nossa existência é pautada no cuidado: o cuidado com nós mesmos, com o nosso corpo, com a nossa psique, com as nossas emoções e vontades. Cuidar de um bebê gerado é parte desta existência, mas este cuidado também possui diversas formas e definições. O cuidado pode ser realizado pela mãe, por parentes, por uma instituição… A mãe que trabalha pode continuar nutrindo o seu bebê, ordenhando o seu leite e garantindo que ele seja oferecido em sua ausência. Este ato também é uma forma de amor, porque depreende dela dedicação, tempo, abdicação…

É esta ação – que podemos chamar de cuidado, amor, responsabilidade, ética – a responsável pela várias construções e desconstruções que fazemos todo o tempo com relação á dedicação de uma função materna. A culpa por não amamentar só será uma verdade quanto essas construções foram alicerçadas em opiniões, palpites, crenças e ações culturais as quais essas mães estão intimamente ligadas e que possuem definições diversas. A pluralidade delas, no entanto, é a verdadeira causa da culpa.

O trabalho de empoderamento das mães com relação ao ato de amamentar e à sua importância, só terá relevância social quando esta ação individual de cada mãe for pautada num delicado processo de conscientização, informação, apoio e principalmente o reconhecimento de uma ação fundamental e insubstituível para a vida de um bebê.

O respeito pela escuta da mãe individualmente, da sua própria vivência, vontades, possibilidades e realidades, é a garantia de que a compreensão de uma escolha possa ser aceita com também uma possibilidade. Amamentamos porque nos causa bem-estar saber que temos o grande poder de produzir um alimento tão extraordinário e único. Amamentamos porque este ato é a continuidade da vida uterina que proporcionamos durante os nove meses ao nosso bebê e ele resulta em conforto, segurança, proteção e paz. Amamentamos porque temos a consciência de que este ato á nós unicamente pertence. Amamentamos porque somos capazes de amar incondicionalmente este ser gerado em nós. Amamentamos também porque esta é a nossa ação neste mundo.

 

Escrito por:  Simone Carvalho

Fonte: Aleitamento Solidário