Sobre o parto em casa e seus riscos.

Grande parte da obstetrícia praticada nos hospitais americanos hoje em dia é baseada em mitos e não em dados científicos. O que você ainda não sabe é que a medicina moderna pode trazer danos a sua saúde e a do seu bebê, talvez até permanentemente. Os autores desta pequena e excelente publicação pesquisaram todas as informações citadas aqui. Você pode confiar no que foi escrito, tudo é cientificamente comprovado em pesquisas sérias sobre evidências práticas.

As escolhas que você faz hoje sobre o tipo de parto que vai dar a luz o seu bebê – parto hospitalar ou domiciliar, médico ou parteira, parto natural ou medicalizado – terão um impacto considerável na vida do seu filho e na sua também, seja para melhor ou pior. A escolha é SUA.
Eu posso ter meu filho em casa? 
Hoje, nos EUA, no final do século XX, os avanços na Ciência e Tecnologia contribuíram para a melhoria na sua qualidade de vida. Hoje em dia, mais e mais mulheres, de diferentes estilos de vida, estão optando por ter seus bebês da maneira antiga — em casa. Por quê?
Na verdade, apesar de todos os benefícios que a Tecnologia e as descobertas cientificas nos proporcionam, a Medicina ainda não conseguiu criar uma máquina melhor que o corpo humano, para o parto e nascimento de uma criança. Ainda que nossos corpos não funcionem da maneira que deveriam, nós somos mais privilegiados que nossos ancestrais por dispor da Medicina moderna, que pode salvar vidas.
Então porque as famílias estão optando por dar à luz em casa? Apesar de alguns casais terem suas razões pessoais, a maioria planeja parto domiciliar porque acreditam que, geralmente, a gestação e o parto são fenômenos fisiológicos normais que fazem parte da vida da mulher, e que é uma função de um corpo saudável — não um estado de vida ou morte que requer supervisão médica de um cirurgião para acontecer bem.
A Ciência não foi capaz de aprimorar o corpo humano nas funções em que este foi criado para exercer.
Em outros 20 paises, mais bebês sobrevivem no primeiro mês de vida, do que nos EUA.
O parto tem os seus riscos. No entanto, em apenas uma pequena porcentagem de casos, as habilidades de um obstetra/ginecologista e o uso de equipamentos modernos como o ultra-som e os monitores fetais são realmente necessários para a mãe e o bebê sobreviverem sem danos a longo prazo.
A taxa de mortalidade neonatal nos EUA em 1989 atingia um pouco mais que 10 por 1.000 nascidos vivos. Os EUA têm os equipamentos mais sofisticados e modernos e o sistema de saúde mais caro no mundo. No entanto, em vinte outros países — alguns dispondo de menos tecnologia que eles têm nos laboratórios e hospitais — mais bebês sobrevivem em seu primeiro mês de vida, do que os bebês americanos.
Porque esses outros países têm obtido resultados melhores?
Com menos hospitais bem equipados e obstetras disponíveis, alguns desses paises — como Holanda, Suécia e Dinamarca — usam parteiras como os responsáveis pelo atendimento de rotina das mulheres durante a gestação e o parto.
A OMS — Organização Mundial de Saúde — diz que os EUA deveriam investir no sistema de atendimento pré-natal com enfermeiras obstétricas (parteiras).
Considerando o risco potencial do uso rotineiro da tecnologia, a OMS tem pedido repetidamente às autoridades médicas dos EUA para investirem no sistema de atendimento materno-infantil com enfermeiras-obstetras como a única forma de diminuir as altas taxas de mortalidade.
Parteiras, na verdade, atendem partos no mundo inteiro. Médicos, apesar de terem um treinamento avançado e serem especializados em cirurgias, não provaram ser melhores que parteiras no atendimento ao parto normal, além disso nenhuma pesquisa realizada comprovou que hospitais são os locais mais seguros para se dar à luz.
Na verdade, estudo após estudo vem demonstrando que, para a maioria das gestantes dos EUA, o sistema de atendimento pré-natal e ao parto feito por parteira é altamente aconselhável. Nos próximos posts você saberá o porque.
Referências:
1. National Committee to Prevent Infant Mortality, HOMEBIRTH No. 8, Sept/Oct 1990, p. 5.
2. The Five Standards of Safe Childbearing, 1981, Stewart, p. 114.
3. Mothering, Jan/Feb, 1990.

Fonte: Friends of Homebirth por ONG Amigas do Parto

Tradução: Tricia Cavalcante L. Pacheco
Tradução e Revisão: Carla Beatriz Piuma Maise
*Autor: David Stewart, Ph.D., Executive Director, National Association of Parents and Professionals for Safe Alternatives in Childbirth (NAPSAC) International

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