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A importância dos temas lançados pela WABA.

Com a palavra Dr° Marcus Renato, relatando sobre a importância dos temas lançados pela WABA, e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos cada ano, acontecendo em consonância no mundo todo.

 

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Trabalhar, retirar leite, estocar e trazer para a casa, isso é possível com apoio da empresa.

O ministério da saúde lança uma campanha que estimula empresários a apoiar o aleitamento materno na medida em que as mulheres voltam a trabalhar aos 6 meses e desejam manter o aleitamento materno até seu bebê completar dois anos de idade.

O primeiro estágio desse processo de apoio do empresário é aumentar a licença maternidade de 4 meses para 6 meses, pois o ministério da saúde preconiza aleitamento materno exclusivo até o 6º mês. E as mulheres que voltam a trabalhar com 4 meses pós-parto, acabam desmamando gradativamente seus filhos.  O governo cria um programa denominado empresa cidadã, que provê incentivo fiscal para as empresas do setor privado.

Diz o o governo sobre o assunto acima:

“No âmbito Federal o projeto de lei (PL 2.513/07) que criava o Programa Empresa Cidadã, foi convertido na Lei 11.770 de 09 de setembro de 2008, aprovada pelo Presidente da República, a qual prevê incentivo fiscal para as empresas do setor privado que aderirem à prorrogação da licença maternidade de 120 dias para 180 dias.

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria apontam que a amamentação regular, por seis meses, reduz 17 vezes as chances de a criança contrair pneumonia, 5,4 vezes a possibilidade de anemia e 2,5 vezes a ameaça de crises de diarréia.

 Conforme estabelece a nova lei, as empregadas das empresas privadas que aderirem ao Programa – inclusive as mães adotivas (de forma proporcional) – terão o direito de requerer a ampliação do benefício, devendo fazê-lo até o final do primeiro mês após o parto.

 Já para o empregador que aderir voluntariamente ao Programa, mediante requerimento dirigido à Secretaria da Receita Federal do Brasil, este benefício será estendido automaticamente à todas as empregadas da empresa. Neste caso, não há necessidade de a empregada fazer o requerimento.

 A lei prevê que durante a prorrogação da licença-maternidade a empregada terá direito à remuneração integral. Os dois meses adicionais de licença serão concedidos imediatamente após o período de 120 dias previsto na Constituição.

 No período de prorrogação da licença a empregada não poderá exercer qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar, já que tais situações estariam contra o objetivo do programa.”

O segundo estágio desse processo é a sala de amamentação que aliada a licença maternidade de seis meses, auxilia a manutenção da amamentação até os 2 anos ou mais.

As salas de amamentação são espaços em que a mulher durante seu horário de trabalho, encontra um espaço de acolhimento para retirar leite, armazenar na geladeira e no final do expediente e pode levar para casa o leite que foi estacado durante o seu dia de trabalho.

Essas medidas conferem a mulher a garantia de manter a amamentação até os dois anos, porque?

1º – Ela mantém aleitamento materno exclusivo até o 6º mês.

2º – Com 6 meses o bebê já inicia a alimentação complementar e ela pode trabalhar sem grandes danos para o crescimento ponderal do seu filho.

3º – A mulher consegue manter a produção, pois a retirada frequente no ambiente de trabalho mantém a quantidade de leite elevada.

4º- O bebê continua usando o leite da mãe quando ela não está em casa, pois todo leite retirado no trbalho é levado para casa e o bebê pode tomar mesmo na sua ausência.

Se por um acaso a oferta de leite for maior que a necessidade do bebê que está em casa, a mulher pode entrar em contato com o banco de leite mais próximo do trabalho, ou da sua casa e doar o leite.

As salas de amamentação são simples, de custo baixo e de fácil instalação. O MS utiliza parâmetros definidos na RDC nº 171/2006, que ressalta o seguinte: dimensionamento: 1,5m² por cadeira de coleta, instalação de um ponto de água fria e lavatório, para atender aos cuidados de higiene das mãos e das mamas na coleta, freezer e termômetro para o monitoramento diário da temperatura.

O espaço é simples e o objetivo do espaço é primoroso para a saúde das crianças.

Maoires Informações podem ser alcançadas na Nota Técnica Conjunta do MS e ANVISA, baixe aqui

por: Fabiola Costa – fonoaudiologa e Doula

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Desmame aos 3 meses: porque isso acontece?

Um bebê alimentado exclusivamente no seio materno, em livre demanda, sem a introdução de complementos, não desmama por livre e espontânea vontade aos 3 meses.

Essa semana recebi alguns telefonemas de mulheres solicitando atendimento, pois seus bebês que estavam com quase 3º meses e não queriam mais mamar no peito, rejeitavam a possibilidade de chegar perto da mama ou de deitar na posição de amamentação.

Todas as mulheres estavam complementando a amamentação com fórmulas e usando mamadeira, cada uma com seu motivo particular, mas todas iniciaram a complementação muito precocemente, antes do primeiro mês de vida do seu bebê.

Então, como podemos articular as dificuldades enfrentadas no terceiro mês de vida, pensando pela perspectiva do que levou esses bebês a “rejeitarem” o seio materno e privilegiarem o bico da mamadeira?

As complicações mais comuns no inicio da amamentação são:

– Dificuldade de pega, por não ter experimentado a amamentação no pós-parto imediato.
– Dificuldade de pega durante a apojadura, pois a mama fica túrgida e se não houver um esvaziamento da aréola, não ocorre uma boa flexibilidade do mamilo dificultando assim a pega e consequentemente conturbando a amamentação nos 3 dias que seguem a apojadura, podendo levar ao desmame ou a introdução do complemento;

– Dificuldade no manejo do aleitamento, tempo de oferta, livre demanda, boa pega, peito cheio e peito vazio, o que pode acarretar perda de peso e consequente introdução do complemento;

– Desinformação do profissional de saúde que acompanha a mulher, por não saber outras alternativas para oferecer o leite ao bebê, e acaba priorizando a mamadeira.

Não existe no mercado nacional e internacional nenhum bico de mamadeira que simule a perfeição do bico da mãe. O complexo aréola/mamilo que o bebê abocanha quando mama, preenche toda a cavidade oral, não permitindo a passagem de ar e nem de leite para nenhum outro orifício além da faringe. Os bicos de mamadeira mesmo os fisiológicos e os ortodônticos, que hoje são os mais vendidos no mercado nacional e internacional, não apresentam a mesma estrutura de preenchimento da boca que o seio materno, sobrando sempre espaço dentro da boca do bebê.  Além disso, o bebê quando mama no seio materno, usa um conjunto de músculos faciais, fazendo 4 movimentos diferentes durante a sucção. Quando mama na mamadeira faz apenas 2 movimentos faciais, usando poucos músculos faciais.

Com três meses os bebês começam a perceber o mundo ao seu redor. Sorri para a mãe e para outras pessoas, faz sons guturais tais como gugu, angu, gaga e já reconhece a chegada da alimentação. Então muito rapidamente o bebê percebe que o alimento que sai da mamadeira satisfaz a sua necessidade de fome e aquilo que sai do peito alimenta a necessidade de contato da mãe. Ele começa a perceber a diferença entre o peito e a mamadeira e acaba optando por um, que geralmente é a mamadeira. Além disso, aqueles movimentos musculares que eram feitos de forma diferente, também contribuem para o desmame, pois o bebê privilegia o movimento mais fácil, o da mamadeira, deixando de lado o movimento mais especializado que faz no seio materno, essa é a famosa confusão de bico, privilegiar a mamadeira porque o movimento muscular é mais simples.

Então é importante ressaltar que, se você está com problemas no início da amamentação, se o bebê não está ganhando peso; se você julga que seu leite não é suficiente; se está com dificuldade para colocar o bebê no peito, procure um profissional especializado em aleitamento materno.

Não agarre essa dificuldade inicial, que é comum a todas as mulheres, como uma dificuldade para sempre, procure resolver aos poucos. A amamentação é um logo processo de adaptação entre você e seu bebê.

Por: Fabiola Costa – fonoaudióloga e doula