Comparação do tempo de adesão ao aleitamento materno de crianças portadoras de Paralisia Cerebral e crianças sem comprometimento neurológico

Por: Karla de Toledo Candido, Mayra M. M. Daí e Thaís R. Ma deFreitas

Objetivos
O propósito deste estudo foi detectar se o tempo de adesão ao aleitamento materno em crianças portadoras de paralisia cerebral difere
das crianças sem comprometimento neurológico, investigando a relação do reflexo de sucção neste processo.

Material e Métodos
Estudo transversal, no qual foram utilizados questionários semi-estruturado contendo questões referentes ao desenvolvimento
gestacional, parto, intercorrências após o nascimento e aleitamento materno, aplicado a 91 mães de crianças, para constituírem dois
grupos distintos. Grupo SCN formado de 36 crianças sem comprometimento neurológico e o grupo PC formado por 55 crianças
portadoras de paralisia cerebral. Com idade variando entre 4 meses e 14 anos. Os dados encontrados foram analisados através do teste
t de student (α=5%) para comparação entre os grupos e pelo Epi Info para obtenção de freqüência e percentual das variáveis estudadas.

Resultados e Discussão
A freqüência e o tempo de internação difere muito entre os grupos, sendo o grupo PC com maiores valores de internações (67,3%). Ao comparar o ato de sugar entre o GSCN e o GPC foi observada diferença significativa (p= 0,03), reforçando a teoria de que a atividade
reflexa primitiva é um grande indicador de normalidade do sistema nervoso sendo o de sucção o mais observado pela mãe. A não
adesão ao aleitamento materno pode ser devido a longa permanência hospitalar e cuidados realizados na UTI neonatal, que acabam por alterar o padrão de sucção, que é estabelecido nas primeiras mamadas, tendo de ser avaliado, para intervenção e correção através da estimulação da sucção não nutritiva.1,2,3
Não foi observada diferença significativa ao se analisar o tempo de amamentação entre os dois grupos (p= 0,26).

Conclusão
Não foi observada diferença significativa no tempo de adesão ao aleitamento materno entre os grupos de crianças sem
comprometimento neurológico e portador de paralisia cerebral, a ausência da sucção foi o principal fator complicador para a não adesão
ao aleitamento materno nas crianças do grupo portador de paralisia cerebral.

Referências Bibliograficas
1 Rezende MB, Xavier CC, Moraes ST, Aleitamento materno em RN de muito baixo peso alimentados através do copo.
2 Sanches MTC, Manejo clinico das disfunções orais na amamentação, Jped 2004,80 (5):155-162
3 Andrade ISN, Guedes ZCF, Sucção do RNPT, Rev. Bras. Saúde Matern.Infant., 2005 jan/mar 61-69.

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