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Marcha do parto em casa em várias cidades do Brasil, manifestação contra o CREMERJ!

Em Recife/PE

No Rio de Janeiro/RJ

Em Curitiba/PR

Encerro este post com as palavras do querido Michel Odent:

“O obstáculo mais importante para se colocar em questão as condições do nascimento é um profunda incompreensão, na escala cultural, da fisiologia do parto. O equívoco é fácil de explicar. Por milhares de anos, todos os grupos humanos estabeleceram e transmitiram, de geração em geração, maneiras sutis de interferir nos processos fisiológicos. Isso estava relacionado com a vantagem evolutiva de desenvolver o potencial humano para a agressividade e controlar o desenvolvimento da capacidade de amar.”

Até a próxima!

 

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Marcha do Parto em casa: em protesto ao CREMERJ

Neste final de semana, 16 e 17 de junho, mais uma marcha promete agitar os ânimos no país. Dessa vez, mulheres ocuparão as ruas de várias cidades brasileiras para protestar a favor de seus direitos reprodutivos, entre eles a escolha pelo local do parto.

A iniciativa de realizar a Marcha do Parto em Casa surgiu depois do anúncio de uma denúncia do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo contra o médico-obstetra e professor da Unifesp, Jorge Francisco Kuhn. Em declaração para matéria do Fantástico (TV Globo) no último domingo, o médico se posicionou favorável ao procedimento domiciliar, desde que esse seja realizado em condições seguras. Seu depoimento teve muita repercussão, especialmente entre mulheres que defendem o parto como escolha e experiência primordial da mãe.

Marcha do parto em casa

Marcha do parto em casa

Em resposta à decisão dos Conselhos de Medicina em punir profissionais que compreendem como sendo da mulher a decisão sobre o local do parto, a marcha pretende reivindicar, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, a humanização do parto e nascimento e melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país. Outra questão forte é a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros colocados do ranking mundial em número de procedimentos, com 52%.

A rápida resposta ao ato da Cremerj surgiu do movimento Parto do Princípio, que envolve mulheres de todo o país em defesa do parto humanizado. Ingrid Lotfi, uma das porta vozes da marcha, comenta o posicionamento das manifestantes sobre a importância de conceder à mãe o direito de escolha do melhor procedimento e fala de dos recentes estudos que comprovam a segurança do parto domiciliar: “Consideramos a decisão dos Conselhos de Medicina arbitrária. A mulher tem o direito de decidir sobre o local em que pretende parir. Há vários estudos comprovando a segurança do parto domiciliar, os mais recentes publicados em 2011. De acordo com estudo realizado na Holanda, analisando os dados de 679.952 mulheres de baixo-risco cujos partos foram atendidos entre 2000-2007, e que tiveram a chance de escolher entre parto domiciliar ou hospitalar, evidenciaram 0,15% de morte perinatal para o parto em casa e 0,18% para o parto hospitalar.”

Aqui o link para a petição pública do movimento, que defende um debate cientificamente fundamentado sobre o local de parto. Abaixo, a lista com as cidades, locais e horários em que a marcha acontecerá.

Vai lá:

Rio de Janeiro – RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL – Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h
Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500
São Paulo – SP
Local: Parque Mário Covas
Av. Paulista, 1853 (entre a Pe. João Manuel e a Min. Rocha Azevedo) – Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090
São José dos Campos – SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h
Contato: Flavia Penido (12) 9124-9820
Campinas – SP
Local: Praça do Côco /Barão Geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h
Contato: Ana Paula (19) 9730-0155
Ribeirão Preto – SP
Local: Esplanada do Teatro Pedro II
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 14h
Contato: Marina B Fernandes (16) 9963-9614
Sorocaba – SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765
Ilhabela – SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h
Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 / Alejandra Soto Payva (12) 9149-8405
Vitória – ES
Local: Praça dos Namorados – Ponto de encontro em frente ao Bob´s
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 17h
Contatos: Graziele Rodrigues Duda (27) 8808-8184
Brasília – DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade – Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 9h30h
Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 e Deborah Trevisan (61) 8217-6090
Belo Horizonte – MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30
Contato: Polly (31) 9312-7399 e Kalu (31) 8749-2500

Recife – PE
Local: Marco Zero, Recife Antigo
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Paty Brandão (81) 8838-5354/9664-7831, Patricia Sampaio Carvalho

Fortaleza – CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h
Contato: Semírades Ávila

Salvador – BA
Local: Cristo da Barra até o Farol
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h
Contato: Daniela Leal (71) 9205-9458, Anne Sobotta (71) 8231-4135 e Chenia d’Anunciação (71) 8814-3903 / 9977-4066

Maceió – AL
Local: Alagoinhas, até a Praça Vera Arruda
Horário: 10h
Contato: Fernanda Café (82) 9107-3111

Curitiba – PR
LOcal: Rua Luiz Xavier – Centro – Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 11h
Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587
Florianópolis – SC
Local: Lagoa da Conceição – concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 e Raphaela Rezende raphaela.rnogueira@gmail.com
Porto Alegre – RS
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Maria José Goulart (51) 9123-6136 / (51)3013-1344
fonte: revista TPM
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MS regulamenta Unidades Neonatais, tornando obrigatória a presença de Fonoaudiólogo.

No início de maio, o Ministério da Saúde publicou a Portaria Nº 930/2012, que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria define aparelhos, utensílios e serviços indispensáveis, bem como a estrutura mínima da equipe multidisciplinar que deve dar suporte tanto ao serviço de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, como às Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional e pelo método Canguru. Em todas as classificações, a presença de um fonoaudiólogo disponível para a unidade é considerada obrigatória, ao lado de outros profissionais de saúde. Todos os estabelecimentos que tenham UTI Neonatal habilitadas em conformidade com normatizações anteriores deverão se adequar às novas regras em seis meses, sob pena de perda da habilitação.

Fonte: Dialogando 396 – Informativo eletrônico CRFONO1