Concentração de vitamina A no leite humano maduro

J Pediatr (Rio J). 2012;88(6):496-502: Vitamina A, leite humano, renda, escolaridade materna.

Objetivo: Quantificar a concentração de vitamina A no leite maduro de nutrizes assistidas em maternidade pública no município do Rio de Janeiro e avaliar a sua relação com variáveis sociodemográficas e grau de conhecimento de nutrição.
Métodos: Para a quantificação do retinol, foram coletadas amostras de 10 mL de leite maduro. Os pontos de corte adotados para identificação da deficiência de vitamina A e constituição de reserva hepática foram de < 1,05 µmol/L e > 2,3 µmol/L, respectivamente. Foram avaliadas, ainda, as variáveis: grau de conhecimento de nutrição, sexo, idade, renda familiar, escolaridade, condições de saneamento básico, número de moradores na residência, idade materna e assistência pré-natal. Resultados: Participaram do estudo 196 nutrizes, com concentração média de vitamina A no leite maduro de 1,76±0,85 µmol/L e prevalência de 20,5% de deficiência de vitamina A. Não houve diferença na concentração de vitamina A no leite das nutrizes segundo as variáveis sociodemográficas e conhecimento de nutrição. Apenas 38,9% das nutrizes apresentavam concentração de vitamina A no leite suficiente para constituição de reserva hepática dos lactentes.
Resultados: Participaram do estudo 196 nutrizes, com concentração média de vitamina A no leite maduro de 1,76±0,85 µmol/L e prevalência de 20,5% de deficiência de vitamina A. Não houve diferença na concentração de vitamina A no leite das nutrizes segundo as variáveis sociodemográficas e conhecimento de nutrição. Apenas 38,9% das nutrizes apresentavam concentração de vitamina A no leite suficiente para constituição de reserva hepática dos lactentes.
Conclusões: Os achados aqui apresentados revelam alta prevalência de inadequação do estado nutricional de vitamina A materno e do lactente, concordante com a prevalência nacional descrita em mulheres em idade fértil e crianças brasileiras, e que as medidas de intervenção para combate à carência devem ser estendidas a todas as gestantes e puérperas, independentemente das condições sociodemográficas e do grau de conhecimento de nutrição, visando melhorar a saúde do binômio mãe/filho.

autores: Gisele Souza, Cláudia Saunders, Manuela Dolinsky, Juliana Queiroz, Aline Campos, Andrea Ramalho.

Leia na íntegra em: http://www.jped.com.br/conteudo/12-88-06-496/port.pdf

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