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Problemas comuns na lactação e seu manejo

Por: Elsa R.J. Giuliani

Objetivo: Apresentar uma revisão atualizada sobre problemas comuns relacionados à lactação e seu manejo.
Fonte dos dados: Foi realizada extensa revisão bibliográfica sobre o tópico, sendo utilizadas publicações selecionadas a partir de pesquisa
na base de dados MEDLINE e de organismos nacionais e internacionais. Foram utilizados também livros-texto e alguns artigos-chave selecionados a partir de citações em outros artigos.
Síntese dos dados: Vários dos problemas comuns enfrentados durante a lactação – ingurgitamento mamário, traumas mamilares,
bloqueio de ducto lactífero, infecções mamárias e baixa produção de leite – têm a sua origem em condições que levam a um esvaziamento mamário inadequado. Assim, má técnica de amamentação, mamadas infreqüentes e em horários predeterminados, uso de chupetas e de
complementos alimentares constituem importantes fatores que podem predispor ao aparecimento de complicações da lactação. Nessas condi-
ções, o manejo adequado é imprescindível, pois, se não tratadas adequadamente, com freqüência levam ao desmame precoce. Para a
abordagem dos fatores que dificultam o esvaziamento adequado das mamas, há medidas específicas. Além disso, o suporte emocional e
medidas que visem dar maior conforto à lactante não podem ser negligenciadas.
Conclusões: A maioria dos problemas comuns relacionados à lactação pode ser prevenida com esvaziamento adequado das mamas.
Uma vez presentes, os problemas devem ser manejados adequadamente, evitando-se, assim, o desmame precoce decorrente de situa-
ções dolorosas e, por vezes, debilitantes para a nutriz.

 

baixe o texto na íntegra aqui: texto

 

fonte: Giugliani ERJ. Problemas comuns na lactação e seu manejo. J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S147-S154.

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Breastfeeding in clinical practice – O aleitamento materno na prática clínica.

por: Elsa R. J. Giugliani

A espécie humana evoluiu e se manteve 99,9% da sua existência amamentando os seus descendentes(1). Portanto, ela está geneticamene programada para receber os benéficos do leite humano e do ato de amamentar no início da vida(2). Apesar de ser biologicamente determinada, a amamentação sofre influências socioculturais e por isso deixou de ser praticada universalmente a partir do século XX. Atualmente, a expectativa biológica se contrapõe às expectativas culturais. Algumas conseqüências dessa mudança já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantil em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda são desconhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez de mudanças culturais. Há quem afirme que o uso disseminado de leite não humano em crianças pequenas é o maior experimento não controlado envolvendo a espécie humana.

Em resposta às denúncias das conseqüências funestas do uso disseminado de leites de outras espécies, deu-se início, na década de 70, ao movimento de resgate à “cultura da amamentação”. Concomitantemente, começaram a aparecer evidências científicas mostrando a superioridade do leite materno como fonte de alimento, de proteção contra doenças e de afeto, ou melhor, ficaram evidentes as desvantagens da substituição do leite materno por outros leites.

Apesar do aumento das taxas de amamentação na maioria dos países nas últimas décadas, inclusive no Brasil(3), a tendência ao desmame precoce continua, e o número de crianças amamentadas segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda é pequeno. No Brasil, a última pesquisa sobre a situação do aleitamento materno em nível nacional encontrou uma mediana de duração da amamentação de 7 meses e de amamentação exclusiva de apenas 1 mês. Apesar de a grande maioria das mulheres (96%) iniciar a amamentação, apenas 11% amamentam exclusivamente no período de 4 a 6 meses, 41% mantêm a lactação até o final do primeiro ano de vida e 14% até os 2 anos(4).

Segundo Almeida(5), é preciso mudar o paradigma de amamentação que norteia as políticas de promoção do aleitamento materno. Tem-se priorizado o biológico, sem dar a devida ênfase ao aspectos sociais, políticos e culturais que condicionam a amamentação. O autor ressalta que “… a mulher precisa ser assistida e amparada para que possa desempenhar a bom termo o seu novo papel social, o de mulher-mãe-nutriz.” Nós, profissionais de saúde, desempenhamos um papel fundamental na assistência à mulher lactante. Para cumprir esse papel é necessário ter conhecimentos e habilidades para orientar adequadamente o manejo da lactação. Este artigo aborda alguns aspectos práticos do aleitamento materno, visando a contribuir para a instrumentalização do profissional de saúde para melhor ajudar as mães no manejo da lactação.

Baixe o texto na íntegra: O aleitamento materno na prática clínica

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Ministério da Saúde lança novo documento da OPAS sobre a saúde materno-infantil.

“Além da sobrevivência:

Práticas integradas de atenção ao parto, benéficas para a nutrição e a saúde de mães e crianças”

Produzido pela Organização Pan-Americana da Saúde, o documento, com 50 páginas, defende que “a combinação das práticas recomendadas (…) é única, na medida que supera a linha de divisão entre atenção ‘materna’ e ‘neonatal’ e, assim, contribui para a atenção contínua a mães e recém-nascidos”. O livreto busca levar informações e incentivar três práticas no parto e pós-parto.

Clampeamento tardio do cordão umbilical.

Contato pele-a-pele imediato e contínuo entre mãe e seu recém-nascido.

Início precoce do aleitamento materno exclusivo.

Embora, claramente, existam várias práticas essenciais de atenção durante o parto, as três que serão revisadas geralmente não recebem atenção adequada, ou requerem ênfase renovada, já que têm efeitos positivos para o estado nutricional, o qual, na maioria das vezes, não é um elemento incluído na discussão sobre as práticas de atenção ao parto.

Em segundo lugar, pretende-se demonstrar que estas três práticas são factíveis e seguras, quando implementadas em conjunto, para benefício de ambos, mãe e recém-nascido. Algumas recomendações prévias sugerem que várias práticas de atenção à mãe e ao recém-nascido podem não ser compatíveis umas com as outras.

Por exemplo, o clampeamento do cordão logo após o parto, recomendado até pouco tempo como uma parte do manejo ativo do terceiro período do com o propósito de colocar o recém-nascido em contato com sua mãe imediatamente depois do parto. As práticas de atenção ao parto têm sido descritas, em geral, sem considerar a atenção simultânea da mãe e do recém nascido (ex. os guias de manejo ativo, via de regra, não mencionam o recém-nascido). O presente trabalho oferece um modelo integral com passos, baseados em evidência atual, que podem ser adaptados fácil e rapidamente a uma variedade de cenários onde ocorre o parto.

Para obter um exemplar: baixe aqui

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ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, informa.

19ª Plenária da REHUNA – Rede pela Humanização do Nascimento

21º Encontro de Gestação e Parto Natural Conscientes

9º Encontro Nacional de Doulas

 Rio de Janeiro , de 11 a 14 de Novembro de 2011.

Programe-se com antecedência, divulgue e participe!

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Começa Hoje: SEMANA DO BEBÊ CARIOCA – rio a cidade de amamenta!

Programação da I Semana do Bebê Carioca

 Dia 22 de agosto

Abertura da Semana e atividade de divulgação da Rede Rio de Bancos de Leite Humano e Rede de Postos de Recebimento de Leite Humano, na estação de Metrô da Carioca, das 9 às 17h.

Dia 23 de agosto

Evento Científico: Fórum e mostra de trabalhos científicos e experiências bem sucedidas na promoção, proteção e apoio às gestantes, mães e seus bebês e valorização da paternidade; Mostra de Fotografias sobre Amamentação e Paternidade, no Teatro Noel Rosa – UERJ, das 8h30 às 17h.

Dia 26 de agosto:

Fórum “Rede Rio de Bancos de Leite Humano: Visão de Futuro” e Cerimônia de.Entrega do Selo de Reavaliação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança do Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth, no auditório dessa maternidade, das 8h30 às 13h.

Dia 28 de agosto:

Mobilização Popular: reunião de mais de 2 mil mães amamentando na Cidade das Crianças no Aterro do Flamengo; Feira de Promoção da Saúde; participação de autoridades e celebridades – das 9h às 14h.

De 22 a 26 de agosto:

Atividades de educação em saúde na rede da SMSDC e da SME, com participação de Agentes Comunitários da Saúde, Jovens Promotores da Saúde, Bolsistas do Dente Escola e universitários.

fonte: blog semanabebecarioca