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Amanhã em Niterói: Ciclo de debate para profissionais…

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Mais um, exemplo que vale a pena!

Na foto Ana Lúcia Toledo, com a filha mais velha Pietra (2 anos) e Luna, a menina, do seu casal de gêmeos.

Ana Lúcia Toledo, conhecida como AnaLú é organizadora do Ishtar Espaço para Gestantes-Recife, que é um grupo de apoio à gestante e ao parto ativo – pelo respeito ao tempo de gestar, parir e amamentar. O grupo está espalhado por todo Brasil, faz encontros gratuitos e periódicos.

Abaixo seguem os sites dos grupos espalhados pelo Brasil:

Belém: http://espacoishtarbelem.blogspot.com/

Brasília: http://ishtarbrasilia.blogspot.com/

Campina Grande: http://ishtarcampinagrande.blogspot.com/

Divinópolis: http://ishtardivinopolis.blogspot.com/

Fortaleza: http://ishtarfortaleza.blogspot.com/

João Pessoa: http://ishtarjoaopessoa.blogspot.com/

Rio de Janeiro: http://ishtar-rio.blogspot.com/

Recife: http://espacoishtar.blogspot.com/

Sorocaba: http://ishtarsorocaba.blogspot.com/

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NÓS APOIAMOS: Novo blog no ar!

Está 20 dias no ar,  o blog Uma Declaração Universal de Direitos do Prematuro, uma bela iniciativa do Dr. André e do queridíssimo Dr. Luís Alberto Tavares Mussa.

O blog objetiva ” reforçar a necessidade de direitos de bebê prematuro e conclamar a sociedade brasileira a abraçá-la e aos profissionais a considerá-la essencial para o exercício do seu trabalho.”

SEGUE ABAIXO O CONVITE PARA PARTICIPAR DO BLOG:


Como dito no Blog do Pediatra, quero convocar todos vocês para que participipem deste novo exercício. Este artigo admite comentários. Mas este blog admite principalmente adesões. Portanto, existem três convites:
Primeiro para experiências. Se você teve seu coração apertado porque alguém nasceu antes do tempo e precisou de esforço, abrigo e empenho de uma equipe médica especializada, da família e de uma instituição de saúde, escreva seu depoimento. Escreva esta história da sua vida. Queremos compartilhar as experiências da prematuridade. Escreva para o meu e-mail , e coloque no assunto “história de um prematuro“. Não se esqueça de colocar seu nome (pode inventar um), o nome da criança (ou qual ele seria, se o desfecho não foi como você esperava) e de onde você escreve. Eu publicarei as histórias, na medida que elas chegarem. Isto pode ser de tremendo conforto para alguma outra família. Só não publicarei críticas pessoais ou profissionais nominais. Queremos focar na grande vida que se manifesta naquele pequeno ser humano e no esforço empenhado pelas pessoas à sua volta.
O segundo convite é para adesões profissionais. PODERÃO PARTICIPAR  PROFISSIONAIS DE SAÚDE, REPRESENTANTES DE EMPRESAS,  DE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E DE ÓRGÃOS PÚBLICOS E PRIVADOS. Então, pediatras, obstetras, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, motoristas de ambulância, maqueiros, engenheiros clínicos, administradores de maternidades, profissionais e empresas de higienização e assistência técnica hospitalares, empresas de remoção terrestre e aérea, industrias de equipamento médico, industrias de suprimentos para pré-termos, ministros religiosos, voluntários, empresas de produtos para recém-nascidos pretermos (fraldas, roupas, acessórios), planos de saúde, conselhos e sociedades profissionais e qualquer outra pessoa cujo exercício de sua atividade profissional seja vinculado ao cuidado do recém-nascido pré-termo estão convidados para assinar. Escreva para meu e-mail, com o assunto “eu assino embaixo“, e eu colocarei seu nome, seu registro, sua cidade, e o logo da sua empresa (ou sua foto), como signatária da declaração. Assim, pais e mães que estiverem procurando uma maternidade ou profissional para que participem da vinda de seus filhos para a vida, caso sejam prematuros, saberão que serão tratados com humanidade e respeito.
Agora, se você leitor se deixou seduzir e inspirar pela Declaração Universal dos Direitos do Prematuro, como eu,  mas não se encaixa nos profissionais ou empresas que podem assiná-la, nem em quem teve uma experiência prematura, deixe um comentário ao final, e isso nos dará força.
Peço que você também copie e divulgue livremente este artigo, para convidar empresas, entidades, profissionais, órgãos públicos e a mídia a se comprometerem publicamente com os termos desta Declaração (não precisa pagar nada por isso!). Vamos encher este post de comentários e tornar a vida dos prematuros mais digna e respeitada.
Um abraço, emocionado e esperançoso.
Andre Bressan
Médico pediatra, pais de três filhos, e signatário da Declaração Universal dos Direitos do Prematuro
Maiores informações:
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Bancos de leite do Brasil são referência mundial.

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No método brasileiro, cada vidro de leite específico recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança. Não há mistura.

Uma técnica desenvolvida em bancos de leite materno do Brasil está ajudando na recuperação de bebês prematuros em outros países.

O leite que sobra depois da mamada é recolhido uma vez por semana no Rio pelo carro do Corpo de Bombeiros. Em Niterói um carro do Hospital Universitário Antônio Pedro faz a coleta.

Em Vitória no Espírito Santo é a Polícia Militar que leva as doações. A boa vontade é igual a do resto do mundo, mas as semelhanças param por aí.

Chegando aos bancos de leite brasileiros, as doações encontram laboratórios duas décadas à frente dos bancos de leite dos países mais desenvolvidos do planeta.

Nos Estados Unidos, por exemplo, todas as doações são misturadas em uma espécie de panelão.

Depois de passar por um tratamento térmico, o leite padronizado é distribuído em garrafinhas, com uma perda irreparável.

“Se perde a oportunidade de exatamente explorar as especificidades porque na verdade não existe leite humano, existem leites humanos e esse é o grande diferencial”, afirmou o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio de Almeida.

No método brasileiro, cada vidro passa por uma análise simples, mas reveladora: quanto mais rosa, maior a acidez da amostra.

Basta girar na centrífuga uma quantidade menor do que uma gota de leite para ver a faixinha escura que diz quanta gordura existe no leite. Em menos de 15 minutos, as diferenças aparecem.

Cada vidro recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança.

O resultado da técnica, desenvolvida por pesquisadores brasileiros, impressiona: em todos os casos, as crianças se recuperam muito mais rapidamente do que quando se usa leite materno misturado, como acontece nos Estados Unidos e em vários países da Europa. A tecnologia do Leite-remédio virou referência mundial: 22 países montaram seus bancos de leite com a ajuda do Brasil.

O próximo país a adotar essa tecnologia do leite materno vai ser a Espanha já no próximo mês.

Fonte: globo.com
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Uma Declaração Universal de Direitos para o Bebê Prematuro

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Artigo I

Todos os prematuros nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão  e consciência. Possuem vida anterior ao nascimento, bem como memória, aprendizado, emoção e capacidade de resposta e interação com o mundo em sua volta.

Artigo II

Todo prematuro tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo III

Nenhum prematuro será arbitrariamente exilado de seu contexto familiar de modo brusco ou por tempo prolongado. A preservação deste vínculo, ainda quando silenciosa e discreta, é parte fundamental de sua vida.

Artigo IV

Todo prematuro tem direito ao tratamento estabelecido pela ciência, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. Sendo assim, todo prematuro tem o direito de ser cuidado por uma equipe multidisciplinar capacitada a compreendê-lo, interagir com ele e a tomar decisões harmônicas em seu beneficio e em prol de seu desenvolvimento.

Artigo V

Todo prematuro tem direito à liberdade de opinião e expressão, portanto deverá ter seus sinais de aproximação e afastamento identificados, compreendidos, valorizados e respeitados pela equipe de cuidadores. Nenhum procedimento será considerado ético quando não levar em conta para sua execução as necessidades individuais de contato ou recolhimento do bebê prematuro.

Artigo VI

Nenhum prematuro será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Sua dor deverá ser sempre considerada, prevenida e tratada através dos processos disponibilizados pela ciência atual. Nenhum novo procedimento doloroso poderá ser iniciado até que o bebê se reorganize e se restabeleça da intervenção anterior. Negar-lhe esse direito é crime de tortura contra a vida humana.

Artigo VII

Todo prematuro tem direito ao repouso, devendo por isso ter respeitados seus períodos de sono superficial e profundo que doravante serão tomados como essenciais para seu desenvolvimento psíquico adequado e sua regulação biológica. Interromper de forma aleatória e irresponsável sem motivo justificado o sono de um prematuro é indicativo de maus tratos.

Artigo VIII

Todo prematuro tem o direito inalienável ao silencio que o permita sentir-se o mais próximo possível do ambiente sonoro intra-uterino, em respeito a seus limiares e à sua sensibilidade. Qualquer fonte sonora que desrespeite esse direito será considerada criminosa, hedionda e repugnante.

Artigo IX

Nenhum prematuro deverá, sob qualquer justificativa, ser submetido a procedimento estressante aplicado de forma displicente e injustificada pela Equipe de Saúde, sob pena da mesma ser considerada negligente, desumana e irresponsável.

Artigo X

Todo prematuro tem direito a perceber a alternância entre a claridade e a penumbra, que passarão a representar para ele a noite e o dia. Nenhuma luz intensa permanecerá o tempo inteiro acesa e nenhuma sombra será impedida de existir sob a alegação de monitorização continua sem que os responsáveis por estes comportamentos deixem de ser considerados displicentes, agressores e de atitude dolosa.

Artigo XI

Todo prematuro tem o direito, uma vez atingidas as condições básicas de equilíbrio e vitalidade, ao amor materno, ao calor materno e ao leite materno que lhe são oferecidos através do Método Mãe Canguru. Caberá à Equipe de Saúde prover as condições estruturais mínimas necessárias a esse vinculo essencial e transformador do ambiente prematuro. Nenhum profissional ou cargo de comando em nenhuma esfera tem a prerrogativa de impedir ou negar a possibilidade desse vinculo que é símbolo da ciência tecnocrata redimida.

Artigo XII

Todo prematuro tem o direito de ser alimentado com o leite de sua própria mãe ou, na falta desta, com o de uma outra mulher tão logo suas condições clinicas assim o permitirem. Deverá ter sua sucção corretamente trabalhada desde o inicio da vida e caberá à equipe de saúde garantir-lhe esse direito, afastando de seu entorno bicos de chupetas, chucas ou de qualquer outro elemento que venha interferir negativamente em sua sucção saudável, bem como assegurando seu acompanhamento por profissionais capacitados a facilitarem esse processo. Nenhum custo financeiro será considerado demasiadamente grande quando aplicado com esse fim. Nenhuma fórmula láctea será displicentemente prescrita e nenhum zelo será descuidadamente aplicado sem que isso signifique desatenção e desamparo. O leite materno, doravante, será considerado e tratado como parte fundamental da sua vida.

Autor: Luis Tavares – pediatra