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Cigarro nos primeiros meses de gravidez está associado a defeitos cardíacos congênitos em 20 a 70% dos bebês, segundo informações do CDC

Grávidas que fumam no primeiro trimestre da gestação podem ter bebês com defeitos cardíacos congênitos em 20 a 70% dos casos, de acordo com um estudo do Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Os defeitos cardíacos congênitos são o tipo mais comum de alterações congênitas, contribuindo para aproximadamente 30% das mortes infantis por defeitos ao nascimento anualmente.

O estudo encontrou uma associação entre a exposição ao cigarro e certos tipos de defeitos como aqueles que prejudicam o fluxo sanguíneo do lado direito do coração2 para os pulmões3 e defeitos nos septos atriais. O estudo foi publicado no periódico Pediatrics de 28 de fevereiro de 2011.

Segundo o diretor do CDC, Thomas R. Frieden, mulheres que pretendem engravidar ou que já estão grávidas devem parar de fumar, pois isto é a coisa mais importante que uma mulher pode fazer para melhorar a sua saúde e a saúde de seu bebê.

Segundo os resultados deste estudo, parar de fumar antes ou logo no início da gestação, pode evitar mais de 100 casos de obstruções do trato de saída do ventrículo direito e cerca de 700 casos de defeitos do septo atrial por ano nos Estados Unidos.

Parar de fumar também evita parto prematuro e baixo peso do bebê ao nascer.

Fontes: news.med.br

CDC

Pediatrics

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Obsessão pós-parto

Grávidas que voltam à forma poucas semanas depois
de dar à luz não são a regra. A cinturinha das mamães
recentes e famosas é para ser admirada, não imitada.

Juliana Linhares – revista veja – edição 2103

A primeira reação da maioria das mulheres que engravidam, sobretudo na primeira vez, é se sentir nas nuvens. A segunda, atualmente, é pensar: como vou voltar à forma rapidamente? Resposta: não vai. Por mais que artistas e modelos impressionem pela velocidade com que aparecem de barriga (tanque) de fora semanas depois do parto, a recuperação a jato da cinturinha só acontece com mulheres que já eram magras, atléticas e predispostas à rápida perda de peso. Como a cantora baiana Claudia Leitte, 28 anos, que um mês depois de ter dado à luz o filho Davi comandou um trio elétrico, com pouca roupa e muita energia, nos intermináveis dias e noites do Carnaval de Salvador. “Tenho movimentação de atleta. Chego a ficar oito horas pulando nos shows. Meu corpo é forte e, por isso, se recuperou rapidamente”, diz Claudia, já livre de todos os 10 quilos que ganhou na gravidez e mais 1, para garantir. Ela merece todos os elogios, mas não deve ser tomada como exemplo. Ao contrário, a expectativa de emagrecimento rápido pode acrescentar uma carga de alto stress à vida já tão modificada pelo nascimento de um filho. Em média, o esperado é que mulheres com bom condicionamento físico que engordaram de 10 a 13 quilos durante a gestação recuperem o peso habitual em três a quatro meses, o mesmo prazo para que o útero retorne ao tamanho original. Não custa repetir: cada corpo tem o próprio ritmo. “Na gravidez, os músculos retroabdominais são esticados em até 50%. O prazo de três meses para a recuperação é o mínimo”, diz o cirurgião plástico Miguel Sabino Neto, da Escola Paulista de Medicina.

Claudia está amamentando e não mudou a dieta habitual, mas fez caminhadas todos os dias desde que saiu da cama; vinte dias depois do parto já estava correndo quarenta minutos na esteira. Ganhou medalha de ouro na competição pós-parto que se desenvolve entre as mães famosas, provavelmente empatada com a modelo Alessandra Ambrosio, 28 anos, que engordou 20 quilos, teve a filha Anja em agosto e, no dia 15 de novembro, desfilou para a grife de lingerie Victoria’s Secret de calcinha, sutiã e 18 quilos a menos. Ao contrário da maioria das famosas que disfarçam os sacrifícios exigidos pela vida diante das câmeras, ela não esconde o que sofreu. “Fiz um regime rígido. Uma nutricionista me mandava as cinco refeições diárias, de baixas calorias. Depois de um mês, comecei a fazer musculação e caminhadas puxadas, durante duas horas, todos os dias. Morria de medo de ficar com a barriga caída”, admite. A atriz americana Jessica Alba, 27, também teve a mesma e reconfortante sinceridade. Ela deu à luz uma menina em junho, engordou 15 quilos e sofreu para recuperar em três meses a forma que lhe rendeu o título de um dos mais belos corpos do cinema. Com o compromisso comercial de posar para o calendário de uma marca de bebida, Jessica começou a fazer ginástica moderada três semanas após o parto. Dois meses depois, era uma hora por dia, seis dias por semana. “Os exercícios eram horríveis. Eu chorava. Depois disso, nunca mais fiz ginástica”, conta. Ela aparece linda e esbelta no calendário, embora não o suficiente – aos olhos de especialistas, a cinturinha foi eletronicamente afinada.

Se até Jessica Alba precisa de Photoshop, imagine-se as mulheres comuns. “A paranoia é tão grande que algumas já começam mentindo. Engordam 10 quilos, mas dizem que foram 30, para impressionar”, diz a nutricionista Gabriella Guerrero, de São Paulo. Os regimes de fome, já habitualmente condenáveis, não devem nem ser cogitados por mães recentes. “O saudável na gravidez é uma dieta de cerca de 1 800 calorias por dia. No pós-parto, sobe para 2 000 a 2 300”, prescreve a nutricionista. “Mães que cortam muito a alimentação, incluindo os carboidratos necessários para produzir leite, podem ter hipoglicemia, cansaço e tonturas. E talvez os bebês não ganhem peso na quantidade e velocidade ideais.” A prática de exercícios também exige moderação. “Na porção inferior do corpo, é preciso tomar cuidado com os pontos. E a musculatura peitoral estará debilitada por causa da amamentação, o que pode tornar dolorosos os exercícios com peso”, diz o ginecologista Jorge Andalaft, da Casa de Saúde da Mulher da Universidade Federal de São Paulo. Da mesma forma que o excesso de cuidados do período de resguardo do passado, quando as mulheres nem lavavam os cabelos, os exageros do presente impressionam. Um caso recente foi o de Tameka Foster, mulher do cantor americano Usher. Em fevereiro, apenas dois meses depois de ter dado à luz, internou-se para uma lipoaspiração na barriga numa clínica de São Paulo. Ao médico, disse que o parto havia sido seis meses antes. Tameka sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a anestesia e passou onze dias internada. É possível estabelecer uma relação entre os dois fatos? O corpo de parturientes recentes contém excesso de líquido, o que aumenta o volume de sangue. Durante uma operação, a paciente recebe ainda mais líquido. “O coração não dá conta de bombear todo esse sangue e pode sofrer uma parada”, explica Andalaft. “Além disso, o útero ainda não voltou a seu tamanho normal e pode comprimir as veias das pernas, que fazem a ligação do coração com os membros inferiores, causando uma embolia”, completa Miguel Sabino Neto. Como as dores do parto, os sacrifícios em favor do emagrecimento rápido podem parecer mais vagos com o passar do tempo. A atriz Carolina Dieckmann engordou 30 quilos na segunda gravidez e impressionou pela recuperação da cinturinha. Durante o esforço emagrecedor, chegou a reclamar: “Sim, passo muita fome”. Hoje, corpo perfeito, releva: “É, sentia uma fominha”. Todas as que não são Carolina estão desobrigadas de fome de qualquer tamanho.

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Vitamina B12 reduz incidência de defeitos do tubo neural se usada antes da gravidez, segundo artigo da Pediatrics.

Por: news.med.br

Artigo publicado na revista científica Pediatrics mostra que a suplementação de vitamina B12 pode reduzir a incidência de defeitos do tubo neural quando a mulher está planejando uma gravidez, além do já conhecido uso de ácido fólico.

O estudo foi realizado com 1.200 mulheres irlandesas. Amostras de sangue foram coletadas e avaliadas ao longo de toda a gestação. Aquelas mulheres com níveis baixos de vitamina B12 no organismo tinham cinco vezes mais chances de ter um bebê com malformação fetal, principalmente defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia.

As mulheres devem considerar a suplementação de vitamina B12 e ácido fólico antes de engravidarem, já que as malformações fetais ligadas à carência dessas vitaminas costumam surgir nas primeiras quatro semanas de gestação. Os pesquisadores sugerem que sejam mantidos níveis de vitamina B12 acima de 300 nanogramas antes que uma gestação se inicie.

Fonte: Pediatrics, volume 123 – nº 3 de março de 2009 – http://pediatrics.aappublications.org/