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Nariz entupido, pode atrapalhar a amamentação.

O queixo e o nariz do bebê, numa boa pega, devem estar bem próximos das mamas. Mesmo que o bebê fique com o nariz encostado na mama, ele tem a possibilidade de respirar normalmente. O seu queixo e o seu nariz têm a conformação anatômica própria para o encaixe na mama. Não existe a menor necessidade de puxar a mama para trás, com o objetivo de liberar o nariz, como faziam antigamente, julgando que o bebê se sufocaria mantendo o nariz encostado na mama da mãe.

Se o bebê sentir algum desconforto na posição colocada, ele mesmo afastará a cabeça para respirar melhor, já que nada está forçando a cabeça contra a mama, isto é, são os ombros, que estão apoiados no braço da mãe, e a cabeça na dobra do cotovelo, deixando o pescoço livre para movimentação.

Com o nariz entupido por algum motivo, o bebê passa a fazer respiração mista, tanto oral quanto nasal,  se o grau de obstrução for grande,  ele respirará apenas pela boca. Levando em consideração que para mamar no peito, a respiração tem que ser predominantemente nasal, o bebê sente muita dificuldade de conciliar a respiração bucal, com a sucção, levando-o assim ao estresse. O bebê chora por não conseguir sugar. Além de aumentar as chances de engasgos.

Esse episódio é muito comum nos bebês recém-nascidos, que não passam pelas contrações do parto normal, e o líquido do nariz tem que ser retirado através de aspiração artificial. Para melhor esclarecimento, os bebês que nascem de parto normal, tem o privilégio de expulsar o líquido do nariz através das contrações, poucos são os que necessitam de aspiração no pós parto imediato.

Manter as narinas limpas e desobstruídas permite a criança mamar livremente. Caso necessário, consulte o pediatra para saber a melhor forma de limpar as narinas do seu bebê, permitindo assim maior conforto para as mamadas.

Por: Fabiola Costa

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Fim da amamentação pode trazer angústia para mulheres.

 

MARIA CAROLINA NOMURA
colaboração para a Folha

Depois do corte do cordão umbilical, o desmame é a primeira separação significativa entre mãe e bebê. Algumas mulheres podem se sentir tristes ou culpadas.

Segundo a pediatra Elsa Regina Giugliani, do Ministério da Saúde, esses sentimentos de perda são mais comuns em mães que não estavam preparadas emocionalmente para o fim da amamentação. “Às vezes, as mulheres dizem que querem desmamar, mas, inconscientemente, não estão prontas.”

Joel Rennó Jr., do Programa de Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria da USP, comenta que o luto é mais sentido em mulheres que veem a amamentação como um vínculo forte com a criança. “Sem essa ligação, elas se sentem desconectadas do filho”, afirma.

Apesar de na medicina não existir um quadro de depressão pós-demame, Rennó Jr. diz que é preciso estar atento aos sintomas de tristeza profunda ou angústia constante. “Algumas mulheres se sentem culpadas porque o desmame é feito devido a situações de trabalho. O importante é não banalizar nem patologizar o processo.”

Para que o fim do aleitamento ocorra sem traumas, o pediatra Luciano Borges, da Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que seja gradual.

“Se tirar de uma vez, além de a criança se sentir abandonada, a mãe corre o risco de ter problemas como mastite [inflamação na mama causada por acúmulo de leite].”

Ele também aconselha que as mães amamentem por dois anos, quando as defesas do bebê ainda são precárias.

Ao descobrir que estava grávida do segundo filho, o primeiro pensamento da empresária Juliana Buccieri, 28, foi sobre como desmamaria o primogênito, de um ano e seis meses. “Ficava com receio de que ele se sentisse rejeitado ou achasse que eu não gostava mais dele.”

A solução foi substituir gradualmente a mamada por mamadeira, três meses antes de tirar o peito definitivamente. “São necessários muita conversa e carinho.”

Como tirar o peito do bebê

– Tenha paciência. O processo pode ser lento se a criança for muito pequena ou não estiver pronta.

– Planeje. Comece retirando uma mamada do dia a cada duas semanas, até ficar com só uma por dia.

– Evite atitudes que estimulem a criança a mamar, como se sentar na poltrona em que costumava amamentar.

– Prepare-se para mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, como alteração do tamanho dos seios e de peso, além de sentimentos como alívio, tristeza e culpa.

Fontes: ELSA REGINA GIUGLIANI, do Ministério da Saúde, e LUCIANO BORGES, da Sociedade Brasileira de Pediatria

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Edema durante a gravidez. Conheça e saiba como prevenir.

Por que algumas grávidas ficam inchadas?

Durante a gravidez o corpo produz aproximadamente 50% mais sangue e fluidos corporais para suprir as necessidades do desenvolvimento do bebê. O edema (inchaço) discreto é uma condição normal da gestação causada pelos fluidos e sangue adicionais e ocorre nas mãos, face, tornozelos e pés.

Esta retenção extra de líquidos é necessária para “amolecer” o corpo, preparando-o para uma expansão necessária à medida que o bebê se desenvolve. O fluido extra ajuda a preparar as articulações da pelve e os tecidos vizinhos para permitir o nascimento do bebê quando chega a hora do parto.

O aumento dos líquidos corporais é responsável por 25% do ganho de peso das gestantes.

Leia a matéria na íntegra em:

Edema durante a gravidez. Conheça e saiba como prevenir. – abc.med.br > Gravidez.

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Amanhã em Niterói: Ciclo de debate para profissionais…

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Mais um, exemplo que vale a pena!

Na foto Ana Lúcia Toledo, com a filha mais velha Pietra (2 anos) e Luna, a menina, do seu casal de gêmeos.

Ana Lúcia Toledo, conhecida como AnaLú é organizadora do Ishtar Espaço para Gestantes-Recife, que é um grupo de apoio à gestante e ao parto ativo – pelo respeito ao tempo de gestar, parir e amamentar. O grupo está espalhado por todo Brasil, faz encontros gratuitos e periódicos.

Abaixo seguem os sites dos grupos espalhados pelo Brasil:

Belém: http://espacoishtarbelem.blogspot.com/

Brasília: http://ishtarbrasilia.blogspot.com/

Campina Grande: http://ishtarcampinagrande.blogspot.com/

Divinópolis: http://ishtardivinopolis.blogspot.com/

Fortaleza: http://ishtarfortaleza.blogspot.com/

João Pessoa: http://ishtarjoaopessoa.blogspot.com/

Rio de Janeiro: http://ishtar-rio.blogspot.com/

Recife: http://espacoishtar.blogspot.com/

Sorocaba: http://ishtarsorocaba.blogspot.com/

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O que é o colostro e porque é tão importante?

O colostro é um fluido amarelado e espesso,  parece mel.  Produz-se durante os primeiros quatro a sete dias pós-parto. O colostro não jorra, não pinga, é difícil de ser extraído, porém o bebê tem o aparato oral perfeito para extraí-lo.

É tão importante porque…

  • O colostro é rico em células imunológicamente ativas, anticorpos e proteínas protetoras. Funciona como primeira vacina para a criança. Protege contra várias infecções. Ajuda a regular o próprio sistema imunológico em desenvolvimento.
  • Contém fatores de crescimento que ajudam o intestino a amadurecer e a funcionar de forma eficiente. Isso dificulta a dificulta a entrada dos microorganismos e alérgenos.
  • É rico em vitamina A, que ajuda a proteger os olhos e reduz as infecções.
  • Estimula os movimentos intestinais para que o mecônio seja rapidamente eliminado. Isso ajuda na prevenção da icterícia.
  • Vem em volumes pequenos de acordo com a capacidade gástrica de um recém -nascido. “O volume de colostro nos primeiros dias pós parto é de 2 a 30 ml por mamada ou de 10 a 100ml por dia, sendo suficiente para satisfazer as necessidades do recém-nascido. O colostro produz 54 Kcal/100ml, tem 2,9g/100ml de lipídios; 5,7g/100ml  de lactose e 2,3g/100ml de proteínas, quase três vezes mais proteínas que o leite maduro.”(Valdés; Sánchez; Labbok – 1996)