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Gravidez e Amamentação.

Não há motivos para mulher parar de amamentar pelo fato de estar grávida novamente, desde que a gravidez esteja evoluindo bem.

Antigamente, havia o medo de que o roganismo da mãe ficasse muito sobrecarregado, uma vez que teria que nutrir três pessoas ao mesmo tempo. O aspecto emocional tem aqui um papel  fundamental. Se a mulher estiver tranquila a esse respeito, pode continuar amamentando até o outro neném nascer, e se necessário continuar amamentando após o nascimento os dois bebês.

Caso haja histórico anterior de aborto ou parto prematuro, é importante observar com critério a evolução da gestação, pois a sucção estimula a produção de ocitocina, hormônio que pode induzir o trabalho de parto, se  os hormônios da placenta estiverem em desequilíbrio.

Porém se tudo na segunda gestação estiver correndo sem maiores problemas, não há necessidade real de desmamar o primeiro bebê.

O leite torna-se colostro novamente após o nascimento do bebê, mesmo se a mãe mantém a amamentação do filho anterior a té a data do nascimento. O recém-nascido deve ser amamentado primeiro para receber os benefícios do colostro.

Para aquelas que mesmo assim desejam desmamar o bebê. O mais importante é que o desmame não seja feito muito rapidamente, pois poderá ser emocionalmente traumatizante tanto para o bebê quanto para a mãe. As mamadas podem ser substituidas por outros alimentos. Lembrando que,  mais importante que a nutrição nesse momento é mater o equilíbrio psíquico, então carícias, afagos, aconchegos são indispensáveis, para compensar a perda do contato íntimo com a mãe.

Por: Fabíola Costa

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Enjoos matinais podem sinalizar gravidez mais saudável.

Pesquisa sugere que as náuseas estão relacionadas a uma menor chance de sofrer aborto na gestação.

Mulheres que passam pelo desconforto dos enjoos matinais no início da gravidez são menos propensas a sofrer um aborto, aponta uma recente pesquisa publicada na revista especializada Human Reproduction.

Gestantes que não apresentam náusea ou vômito durante os primeiros três meses, no entanto, não precisam se alarmar, afirmou Ronna L. Chan, uma das autoras do estudo, em entrevista à Reuters Health. Nem todas as mulheres que passam por gestações saudáveis sofrem náusea e vômito nem no início nem ao longo da gravidez.

“Além disso, os sintomas que acompanham a gravidez podem variar até mesmo de uma gestação para outra da mesma mulher”, disse a especialista, da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Entre 50 e 90% das mulheres são acometidas por enjoos matinais no início da gravidez, relataram Chan e sua equipe no artigo publicado na revista.

Estudos anteriores já haviam constatado que mulheres que apresentam tais sintomas são menos propensas a sofrer um aborto. Para investigar a relação em mais detalhes, Chan e sua equipe analisaram não somente a presença ou ausência destes sintomas, mas também a duração dos mesmos, em mais de 2.400 mulheres residentes de três cidades norte-americanas.

“Nossos estudos apresentaram várias vantagens em relação a estudos anteriores, pois recrutamos gestantes no início da gravidez ou ainda mulheres que estavam tentando engravidar. Dessa forma, conseguimos acompanhá-las ao longo da gestação, coletando dados relacionados ao momento e à ocorrência das náuseas e vômitos desde o início”, explicou a pesquisadora.

Entre as participantes, 89% apresentaram algum tipo de enjoo matinal, enquanto que 53% tiveram tanto vômito quanto náusea – 11% das mulheres sofreram um aborto espontâneo antes da vigésima semana.
Chan e sua equipe constataram que aquelas que não apresentaram náusea ou vômito durante os primeiros três meses de gravidez se mostraram 3.2 vezes mais propensas a sofrer um aborto.

Essa relação se mostrou especialmente forte em mulheres mais velhas; mulheres abaixo dos 25 anos de idade que não apresentaram enjôos matinais se mostraram 4 vezes mais propensas a sofrer um aborto em relação a suas colegas que tiveram náusea e vômito, enquanto que o risco de aborto aumentou quase que em 12 vezes para as mulheres acima dos 35 anos que não apresentaram enjoos matinais.

As pesquisadoras constataram que quanto mais tempo a mulher teve tais sintomas, mais baixo foi o risco de sofrer um aborto espontâneo. Tal associação foi especialmente forte em mulheres mais velhas. Aquelas com mais de 35 anos de idade que tiveram enjoos matinais por pelo menos a metade do tempo de gestação se mostraram 80% menos propensas a sofrer um aborto do que as da mesma faixa etária que não apresentaram tais sintomas.

Entretanto, por causa da natureza do estudo, os autores não puderam comprovar se houve uma relação causa-efeito entre os enjoos matinais e s gravidez mais saudável, apenas que os dois fatores estão relacionados.

“Alguns postulam que a náusea e o vômito durante a gravidez formam um mecanismo que ajuda a melhorar a qualidade da dieta das gestantes, ou ainda uma maneira de reduzir ou eliminar substâncias potencialmente prejudiciais à mãe para proteger o feto”, explicou Chan.

A pesquisadora afirmou que mesmo que sejam idéias “plausíveis”, ela acha que os sintomas refletem a sensibilidade da gestante ao aumento agudo de determinados hormônios essências para sustentar a gravidez, o que ocorre nos primeiros três meses.

* Por Anne Harding

Fonte: http://delas.ig.com.br

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Refrigerante adocicados artificialmente podem aumentar o risco de parto prematuro.

Estudo prospectivo coorte , realizado com 59.334 grávidas dinamarquesas, avaliou a relação entre o consumo de refrigerantes artificialmente adocicados e o risco de partos prematuros. O estudo foi publicado no The American Journal of Clinical Nutrition (AJCN) e mostrou que o consumo diário destes refrigerantes aumenta o risco de parto prematuro.

Refrigerantes adocicados com açúcar já foram associados a vários efeitos adversos à saúde, principalmente ao ganho de peso exagerado. Os refrigerantes adocicados artificialmente (com adoçantes) são vistos como uma alternativa de consumo. Entretanto, a segurança do uso destes refrigerantes por mulheres grávidas ainda foi pouco estudado.

Pesquisadores da Dinamarca conduziram um estudo prospectivo de coorte em que analisaram 59.334 grávidas do Danish National Birth Cohort, a ingestão de refrigerantes durante a gravidez e associaram este consumo ao risco de parto prematuro (antes de 37 semanas de gestação).

Nos resultados, foi observada uma relação de grande aumento no risco de partos prematuros e o consumo de refrigerantes adocicados artificialmente, tanto em mulheres com peso normal, quanto naquelas acima do peso. Não foram observadas alterações no risco de parto prematuro quando refrigerantes adocicados com açúcar eram consumidos. O ganho de peso nestes casos não foi objetivo do estudo.

Para mais esclarecimentos, novos estudos nesta área precisam ser realizados, de acordo com o grupo de cientistas.

Fonte:The American Journal of Clinical Nutrition, volume 92 de setembro de 2010

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Edema durante a gravidez. Conheça e saiba como prevenir.

Por que algumas grávidas ficam inchadas?

Durante a gravidez o corpo produz aproximadamente 50% mais sangue e fluidos corporais para suprir as necessidades do desenvolvimento do bebê. O edema (inchaço) discreto é uma condição normal da gestação causada pelos fluidos e sangue adicionais e ocorre nas mãos, face, tornozelos e pés.

Esta retenção extra de líquidos é necessária para “amolecer” o corpo, preparando-o para uma expansão necessária à medida que o bebê se desenvolve. O fluido extra ajuda a preparar as articulações da pelve e os tecidos vizinhos para permitir o nascimento do bebê quando chega a hora do parto.

O aumento dos líquidos corporais é responsável por 25% do ganho de peso das gestantes.

Leia a matéria na íntegra em:

Edema durante a gravidez. Conheça e saiba como prevenir. – abc.med.br > Gravidez.

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Mais um, exemplo que vale a pena!

Na foto Ana Lúcia Toledo, com a filha mais velha Pietra (2 anos) e Luna, a menina, do seu casal de gêmeos.

Ana Lúcia Toledo, conhecida como AnaLú é organizadora do Ishtar Espaço para Gestantes-Recife, que é um grupo de apoio à gestante e ao parto ativo – pelo respeito ao tempo de gestar, parir e amamentar. O grupo está espalhado por todo Brasil, faz encontros gratuitos e periódicos.

Abaixo seguem os sites dos grupos espalhados pelo Brasil:

Belém: http://espacoishtarbelem.blogspot.com/

Brasília: http://ishtarbrasilia.blogspot.com/

Campina Grande: http://ishtarcampinagrande.blogspot.com/

Divinópolis: http://ishtardivinopolis.blogspot.com/

Fortaleza: http://ishtarfortaleza.blogspot.com/

João Pessoa: http://ishtarjoaopessoa.blogspot.com/

Rio de Janeiro: http://ishtar-rio.blogspot.com/

Recife: http://espacoishtar.blogspot.com/

Sorocaba: http://ishtarsorocaba.blogspot.com/

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O que é o colostro e porque é tão importante?

O colostro é um fluido amarelado e espesso,  parece mel.  Produz-se durante os primeiros quatro a sete dias pós-parto. O colostro não jorra, não pinga, é difícil de ser extraído, porém o bebê tem o aparato oral perfeito para extraí-lo.

É tão importante porque…

  • O colostro é rico em células imunológicamente ativas, anticorpos e proteínas protetoras. Funciona como primeira vacina para a criança. Protege contra várias infecções. Ajuda a regular o próprio sistema imunológico em desenvolvimento.
  • Contém fatores de crescimento que ajudam o intestino a amadurecer e a funcionar de forma eficiente. Isso dificulta a dificulta a entrada dos microorganismos e alérgenos.
  • É rico em vitamina A, que ajuda a proteger os olhos e reduz as infecções.
  • Estimula os movimentos intestinais para que o mecônio seja rapidamente eliminado. Isso ajuda na prevenção da icterícia.
  • Vem em volumes pequenos de acordo com a capacidade gástrica de um recém -nascido. “O volume de colostro nos primeiros dias pós parto é de 2 a 30 ml por mamada ou de 10 a 100ml por dia, sendo suficiente para satisfazer as necessidades do recém-nascido. O colostro produz 54 Kcal/100ml, tem 2,9g/100ml de lipídios; 5,7g/100ml  de lactose e 2,3g/100ml de proteínas, quase três vezes mais proteínas que o leite maduro.”(Valdés; Sánchez; Labbok – 1996)