3

Mastite, por um diagnóstico preciso.

MASTITE
Define-se como mastite um processo infeccioso localizado, geralmente
unilateral. Apresenta dor contínua, que aumenta à palpação, aumento de temperatura (local e corporal), edema (inchaço) e hiperemia (vermelhidão) na região comprometida.
Pode ser acompanhada de mal estar geral.
Ocorre geralmente entre a 2ª e 3ª semana pós-parto, iniciando-se na borda areolar caminhando para a base da mama.
Classificação:
Mastite Parenquimatosa: o agente etiológico penetra pelos poros mamilares, podendo atingir um ou mais lobos, apresentando os sinais de mastite na área comprometida.
Mastite Intersticial: a porta de entrada do agente etiológico geralmente é o trauma mamilar, comprometendo a estrutura conjuntiva e gordurosa (interstício ou estroma).
Segundo a região comprometida, a mastite pode ser classificada em:
Mastite Ampolar: comprometimento de parte da aréola ou de toda ela;
Mastite Lobar: comprometimento de um lobo mamário, ou seja, região da mama que vai da borda areolar até a base da mama;
Mastite Glandular: há comprometimento de toda a glândula mamária e é de incidência rara;
Abscesso Mamário: quando ocorre no local infeccionado um abscesso com ponto de flutuação, que evolui, geralmente, para a drenagem externa (espontânea ou cirúrgica).
PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS NOS CASOS DE MASTITE:
I – Caráter Preventivo:
Quando os procedimentos preventivos para o ingurgitamento mamário e traumas mamilares são adotados, a incidência de mastite diminui acentuadamente.
II – Caráter Curativo:
A- Nos casos de mastite inicial, sem eliminação de pus pelos poros mamilares e sem presença de traumas mamilares: A mama, geralmente, apresenta-se com hiperemia, hipertermia e dor local. Pode haver temperatura corporal elevada. Recomenda-se:
1) Avaliação médica;
2) Amamentar normalmente, sempre iniciando pela mama comprometida;
3) Após as mamadas, fazer retirada manual sistemática do leite da mama comprometida até remoção do leite residual, na tentativa de promover a lavagem dos ductos. Este procedimento deve ser realizado a cada 03 horas, inclusive à noite, caso a criança não mame. Deve ser mantido até o desaparecimento do quadro clínico.
OBS: 1) Não havendo regressão do quadro em 24 horas e, principalmente, se houver trauma mamilar, deve-se suspeitar de mastite intersticial e, portanto, haverá necessidade de uso de medicamentos (conforme avaliação e prescrição médica).Com o processo infeccioso localizado no interstício, a drenagem do leite através da expressão areolar não atinge o objetivo de remoção do agente infeccioso, pois não encontra porta de saída, e o quadro não regride.
2) A temperatura corporal elevada (febre acima de 38ºC) não contraindica a amamentação.
B- Nos casos de mastite com eliminação de pus pelos poros mamilares:
A mama pode apresentar, além dos sinais da mastite inicial, endurecimento ou tumoração. A recomendação terapêutica deve ser:
1) Avaliação médica;
2) Suspender temporariamente a lactação na mama comprometida. Esta decisão está norteada pelos seguintes fatores:
– Repulsa da mãe: o pus é tido como um produto repugnante; o medo de causar
danos ao RN (transmissão de infecção ao mesmo);
– Repulsa do RN: acredita-se que ocorra modificação do sabor e odor no leite,
com a presença do pus;
– Dor: o próprio processo infeccioso é caracterizado pela dor e dependendo do
limiar de dor da paciente, justifica ou não a suspensão temporária da lactação.
3) Amamentar o RN normalmente na mama não comprometida;
4) Com a suspensão da lactação, orientar a mãe a proceder à retirada manual do
leite na mama comprometida;
5) Indicar complementação no caso de necessidade.
A complementação deve ser feita com L.N.O. (Leite Natural Ordenhado).
Alertar a família quanto à transmissibilidade de doenças pelo leite materno;
Este leite deve ser oferecido ao RN de preferência em conta-gotas, colherinha, seringa ou copinho dependendo da habilidade da mãe, evitando se possivel o uso de bicos de mamadeira.
OBS: Esta conduta deve ser tomada sempre que houver necessidade de suspensão da lactação;
6) Se necessário, fazer uso de antiinflamatório, analgésico e antibiótico, mediante avaliação e prescrição médica, considerando o estágio clínico do processo instalado;
7) Voltar a amamentar na mama comprometida, após eliminar o fator impeditivo.
8) Manter a retirada manual do leite até que haja regressão do quadro clínico;
9) Se possível, colher amostra do leite para cultura bacteriológica e antibiograma antes do início da antibioticoterapia, com objetivo de ajudar, se necessário, numa outra indicação do antibiótico ou mesmo para contribuir em estudos epidemiológicos.

C- Nos casos de mastite abscedada:
A mama apresenta processo infeccioso localizado, com área de tumoração, com a presença de pus e muita dor local. Recomenda-se:
1) Avaliação médica;
2) Suspender temporariamente a lactação, sendo que esta conduta deve ser tomada segundo a localização do abscesso, isto é, se o mesmo ocorrer na região areolar, a amamentação materna fica impossibilitada, devido à dor e à própria evolução do abcesso, comprometendo o tecido mamário (tumor – lesão – fibrose).
Esta região estando endurecida pelo tumor e posteriormente pela fibrose, impede que o RN a abocanhe corretamente, devido ao comprometimento da flexibilidade areolar.
No caso de o abscesso estar localizado acima da borda areolar, suspender a amamentação temporariamente, considerando os fatores impeditivos do procedimento anterior (mastite com eliminação de pus);
3) Amamentar normalmente o RN na mama normal;
4) No caso de suspensão da lactação na mama comprometida, retirar o leite manualmente a cada 3 horas, com bastante cautela, para não disseminar o processo infeccioso, pois no caso de a expressão ser vigorosa, pode provocar ruptura do tecido e ocorrer extravasamento do processo infeccioso, bem como exacerbar a dor.
No caso de haver a suspensão temporária da amamentação, após cada mamada fazer a retirada do leite residual;
5) Fazer uso de antibiótico, antiinflamatório e analgésico, somente mediante prescrição médica;
6) Acompanhar a evolução do caso, observando a presença de ponto de flutuação para drenagem espontânea, ou então, se necessário, encaminhar para drenagem cirúrgica. Lembrar ainda que, com esses procedimentos (antibioticoterapia + retirada sistemática do leite), a evolução pode ser a reabsorção do abscesso.
Na presença de secreção purulenta, colher material para cultura bacteriológica e antibiograma antes de iniciar a antibioticoterapia, com objetivo de ajudar, se necessário, numa outra indicação de antibiótico ou mesmo para contribuir em estudos epidemiológicos.
Ocorrendo a drenagem do abscesso (espontânea ou cirúrgica), a mulher deve ser orientada a procurar o serviço de saúde para curativos diários. Estes devem ser feitos conforme orientação médica e de forma sistemática, para que o local seja bem tratado, no sentido de remover os restos de pus, para evitar a formação de novos abscessos.
Com a involução do abscesso, reiniciar a lactação, observando:
a)- Presença de fluxo lácteo;
b)- Ausência ou diminuição da dor;
c)- Ausência de pus;
d)- Presença de fibrose no caso de o abcesso ter ocorrido na região areolar, pois
pode dificultar a sucção do RN, impedindo que o mesmo faça uma pega correta
e exerça a aplicação da força adequada nos seios galactóforos, favorecendo até a
rejeição daquela mama;
e)- Avaliar a aceitação da mãe em retornar a amamentar naquela mama, uma vez que o processo pode ter sido extremamente traumático e, psicologicamente, ela não tenha condições de aleitar. No caso desta decisão, o profissional deve procurar compreendê-la e orientá-la na alimentação artificial;
f)- No caso de desmame devido a mastite, realizá-lo após cura do processo infeccioso, principalmente se houver necessidade de enfaixamento das mamas.

Fonte: SMS/USP

0

imagem: capa da revista La Santé de l’homme n° 408

A revista francesa La Santé de l’homme (A Saúde Humana), do Instituto Nacional de Educação e Prevenção da Saúde da França, publicou na edição nº 408 (julho a outubro de 2010) a experiência do governo brasileiro na gestão das políticas públicas de incentivo ao aleitamento materno. O texto traz informações sobre o histórico da amamentação no Brasil, as iniciativas criadas pelo Ministério da Saúde para aumentar as taxas de amamentação e os desafios e obstáculos que o País ainda enfrenta. O conteúdo foi publicado a partir da página 34, nessa edição criada especialmente para tratar do tema do aleitamento materno na França e no mundo. O artigo leva a assinatura da coordenadora da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Elsa Giugliani, da coordenadora substituta da AT, Lílian Cordova do Espírito Santo, e da nutricionista Carolina Belomo de Souza, do Instituto de Pesquisa e Ensino em Saúde (INPES). O Instituto Nacional de Educação e Prevenção da Saúde é uma instituição da administração pública da França criada com o intuito de zelar por um sistema de saúde pública de qualidade.

Leia o artigo traduzido: La santé de l’homme

Fonte: portal.saude.gov.br

17

Dor ao amamentar, não é mito, nem fraqueza, é verdade!

Eu e meu lindo Dudu em um momento mamá!

Dizem que amamentar não dói, porém nem tudo o que dizem é verdade. Vamos esclarecer alguns ditos.

Se o bico do peito estiver saudável, a pega do bebê no peito não deve doer. A dor nesse caso é sinal de pega errada.

Para algumas mulheres mais sensíveis, pode ocorrer um desconforto assim que o neném começa a sugar, passando logo em seguida.

Para aquelas que estão com o bico machucado, DÓI e DÓI mesmo, é uma dor danada. É importante tratar o machucado, para continuar amamentando.

Em alguns momentos, quando o bebê está mamando em um peito o outro dói, algumas sentem umas pontadas, outras umas fisgadas no bico, outras ainda formigamento, teve uma até que me relatou sentir o braço dormente. TODAS ESSAS DORES, SÃO DE DESCIDA DE LEITE. Quando o bebê mama em um, estimula a descida do outro peito.

Tem também as dores dos primeiros dias, aquelas em que o bico está calejando e fica um raladinho  igual a machucado de joelho, em uma semana, dez dias no máximo, passa. Essa também dói.

E a dor do peito cheio, ufa! Latejando, querendo explodir. É importante retirar ou colocar o bebê para mamar, para aliviar a dor.

Cabe dizer aqui, que essas são dores comuns a amamentação. Porém cada mulher representa de forma diferente seu sentimento por essa dor. Para umas é uma dor suportável, pois o prazer de amamentar é maior. Para outras é insuportável, mas com ajuda elas conseguem. E assim acontece a amamentação entre dores e prazeres esse encontro vai acontecendo naturalmente, tal qual um romance.

Para a amamentação nada é inato, tudo é aprendido, inato apenas o amor incondicional que sentimos por esses que nos sugam. E dói como dói. Mas vale a pena!

0

Como estocar leite materno?

Leite materno congelado dura 15 dias, estocar em pote de vidro com tampa de plástico.

Higienizar antes o pote,  fervendo ambos (vidro e tampa por 15 min).

 

NÃO ESQUECER: Identificar com data e hora o vidro.

0

Disponível no site da WABA, as 11 fotos ganhadoras do concurso SMAM 2010.

Nós do MamaMia selecionamos 2 das 11 fotos, das quais nós mais gostamos! Todas nos fizeram lembrar campanhas passadas. Fizemos questão de relembrar os temas.


O verde e amarelo da nossa divulgação já é um preparativo para a COPA. O MamaMia já está na torcida pelo BRASIL!!!!

Veja as outras fotos no site da WABA,  clique na lateral do blog.

7

Cuidados com o seio durante a gestação

Expor o seio ao sol de 05 a 10 minutos, antes das 10 horas ou após as 16 horas.

Ajuda a fortalecer a pele da aréola, diminuindo a sensibilidade do atrito da boca do bebê durante a sucção. Pele mais grossa, menos incômodo.

Evite esfregar bucha, escovas ou toalhas na região areolar (parte redonda e escura).

Evite lavar excessivamente, somente o banho diário basta!

Pense bem, nós mulheres brasileiras temos o hábito de não expor nossos seios; eles estão sempre protegidos, usamos o sutiã, blusa, vestidos e, portanto, não sofrem atritos, ou seja, ficam escondidos, e de repente você passa a esfregar buchas, toalhas, escovas, isso pode descamar (retirar a proteção natural da pele da aréola) e ainda deixar os mamilos doloridos ou com ferimentos.

Não existe nenhuma comprovação científica, que esfregar os seios durante a gestação previne rachaduras.

Evite usar óleos ou cremes na região areolar (parte redonda e escura).

Quando a mulher engravida, na região areolar aparece uns pontos salientes, que até parece “espinhas”; esses pontos são pequenas glândulas que produzem uma substância oleosa, já na medida certa para ajudar no preparo desta região quando o bebê for sugar. Os óleos e cremes comprados podem impedir a ação desta substância natural, além possibilitar reação alérgica e deixar a pele da aréola mais fina e sensível o que pode gerar rachaduras quando o bebê for levado ao seio.

1

Curso Amamentação para gestantes