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Documentário HANAMI – O FLORESCER DA VIDA!

 

O Documentário Hanami – o Florescer da Vida  revela práticas ligadas a um modo de viver a MATERNIDADE CONSCIENTE, O PARTO ATIVO e o AlEITAMENTO EXCLUSIVO e o que estes representam na formação de seres humanos mais conscientes.

Para divulgar esse novo olhar sobre a forma de gerar, nascer e amamentar a Priscila Guedes (que teve seu filho em casa com a equipe) fez o documentário HANAMI O FLORESCER DA VIDA, que será distribuido gratuitamente pelo mundo todo!

Para isso precisamos de ajuda!

Está no ar uma plataforma de financiamento colaborativo, plataforma crowdfunding, você sabe o que é isso?

É um conceito que vem ganhando espaço muito rapidamente aqui no Brasil. No exterior já é muito utilizado como meio para viabilizar projetos bacanas.

Nada mais é do que todo mundo junto, na medida do que cada um pode, tirando projetos do papel e tornando-os realidade”

A gente cadastra um projeto legal numa plataforma online e lá todo mundo pode ver a sua idéia e o seu objetivo.

Se você apoiar aquela idéia e quiser que ela vá pra frente, você entra como COLABORADOR dela, tornando-se apoiador oficial e recebendo como agradecimento, uma regalia, um presente.

Os projetos cadastrados nessas plataformas têm um prazo para arrecadar o valor que é necessário para que ele aconteça.

Se o valor for atingido ao final desse prazo, ele acontece e todo mundo que apoiou entra como COLABORADOR OFICIAL, recebendo seu agradecimento especial.

Caso isso não ocorra, a pessoa recebe de volta o que ofereceu.

Isso é financiamento participativo e tem permitido que um monte de coisas bacanas aconteçam pelo mundo.

São apoios que têm o tamanho do que cada um pode.

O Documentário HANAMI está lá e para participar como colaborador dessa causa é só clicar em  http://www.multidao.art.br/projects/119-hanami-o-florescer-da-vida

Visite o blog: http://dochanami.blogspot.com/
Siga no twitter: @docHANAMI

E vamos criar um futuro mais humano!

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Mitos sobre o parto em casa: 2ª parte.

Parteiras são profissionais capacitadas?

Mito nº2 — Você tem mais atenção dos profissionais nos hospitais do que em casa.
No hospital, os obstetras geralmente não sentam ao lado da parturiente em trabalho de parto, mas se apóiam em máquinas e nos outros para obter informações e então aparecem no ultimo momento, na sala de parto. A maioria dos médicos não tem uma relação próxima com cada gestante e não as incentivam a ter um parto natural.
As enfermeiras da sala de parto dão um apoio muito maior à mulher durante todo o trabalho de parto. A rotina hospitalar, no entanto, envolve uma certa burocracia, mudança de profissionais, plantões de acordo com horários, e uma flutuação de quantas mulheres cada enfermeira deve ficar responsável. E enfermeiras não têm autoridade para evitar que um médico impaciente tente acelerar o trabalho de parto normal.
Nas últimas décadas, as mulheres têm reclamado do ambiente frio e clinico dos hospitais onde dão à luz, assim muitas instituições têm se rendido a essa pressão da sociedade para modificar esses ambientes esterilizados para um ambiente mais parecido com um lar. [1] Muitos estão permitindo que os acompanhantes entrem nas salas de parto, e alguns até incentivam a participação da doula no parto. Mas, para muitas mulheres, o ato fisiológico de dar à luz não combina com esse ambiente clinico e hospitalar, por mais que tudo corra bem.
Os partos domiciliares planejados, assistidos por um profissional experiente, têm gerado ótimos resultados.
Enquanto estatísticas indicam que partos não-planejados ou sem assistência em casa têm causado resultados piores do que os partos hospitalares, os partos domiciliares planejados e assistidos por um profissional experiente, têm gerado ótimos resultados. [2]
Existe uma variedade enorme de profissionais, à sua escolha, que atendem partos domiciliares — médicos obstetras, enfermeiras obstétricas, parteiras certificadas ou não. Um pequeno número de médicos, alguns membros do American College of Home Obstetrics, atendem partos domiciliares ou nas clínicas. Muitas maternidades nos EUA são administradas por médicos dessa especialidade.
Parteiras especializadas são enfermeiras formadas que deram continuidade à sua formação especializando-se em obstetrícia. A maioria desses profissionais trabalha sob supervisão médica e com o apoio de um hospital, mas poucos têm experiência em parto domiciliar.
Esta profissão é baseada em um conjunto de procedimentos aplicados por um profissional capacitado à mulher e ao bebê durante o primeiro ano de vida, e, em muitos outros paises, parteiras são responsáveis pelo acompanhamento pré-natal e do parto, e esse sistema tem gerado taxas de mortalidade infantil bem menores que as dos EUA. Parteiras são treinadas para observar algum sinal de problema durante a gestação e o parto, e se for necessário, elas chamam um médico obstetra.
Parteiras são responsáveis pelo atendimento primário no pré-natal e no parto
em países com taxa de mortalidade neonatal bem menor que a dos EUA.
Consultas pré-natal com parteiras costumam ser agradáveis, relaxantes e amigáveis e duram, em média, de trinta minutos a uma hora.
O número de parteiras inscritas nos cursos de formação em obstetrícia tem nos últimos vinte anos, assim como a demanda por este serviço. A maioria das parteiras ainda não formadas tem terminado o curso de capacitação, e vêm sendo treinadas, na prática, com outras parteiras experientes. Esta prática é legalmente permitida apenas em doze estados americanos, e, em alguns desses, é pedida uma licença para exercer o trabalho. Nos estados americanos onde a profissão ainda é ilegal, o trabalho é enquadrado como “prática de Medicina sem diploma”. crescido muito
A prática da profissão de parteira é livre em vinte estados americanos, sendo feita sob regulamentação estatutária ou em estados americanos que ainda não possuem legislação específica. [Ed. — Information about the current midwifery legal situation in individual states or Citizens for Midwifery Grassroots Network.]
Consultas de pré-natal com um médico obstetra em um hospital público ou no consultório geralmente pedem muito tempo de espera por uma consulta rápida. Comparando com as visitas das parteiras, que geralmente são bem relaxadas, mais longas, amigáveis e pode durar até 30 min ou 1 hora. Enfermeiras obstetras normalmente usam este tempo para orientar os benefícios de uma boa alimentação, da prática de atividades físicas, e em como você pode ir se preparando para o parto.
Apesar da formação das enfermeiras obstetras variar um pouco, muitas coletam alguma amostra para laboratório, caso necessário, escutam o coração do bebê, para avaliar se há sinal de sofrimento fetal durante o trabalho de parto, carregam consigo uma bomba de oxigênio portátil, e são treinadas em ressucitação cardio-pulmonar.
Referências:
1. A Good Birth, A Safe Birth, 1990, Korte & Scaer, p. 8-21.
2. Ibid, p. 64-68.
Fonte: Friends of Homebirth por ONG Amigas do Parto
Tradução: Tricia Cavalcante L. Pacheco
Tradução e Revisão: Carla Beatriz Piuma Maise
*Autor: David Stewart, Ph.D., Executive Director, National Association of Parents and Professionals for Safe Alternatives in Childbirth (NAPSAC) International
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MamaMia indica.

“O parto pode ser sim um momento poderoso de transformação, alegria e prazer. Espero que esse livro inspire muitas mulheres.”
Gisele Bündchen

Este livro reúne histórias de mulheres para mulheres. Revela a trajetória percorrida por nove mães – entre elas a autora – para conquistar o parto desejado. Seus medos, fraquezas e dificuldades estão aqui expostos da mesma forma simples e sincera com que suas alegrias e vitórias são compartilhadas. O instante do nascimento, as horas que o antecederam e os primeiros momentos de vida do bebê são eternizados em fotos que transbordam emoção.

Autores:

  1. Luciana Benatti é jornalista em São Paulo, colabora regularmente para publicações da grande imprensa. Casada, tem dois filhos: Arthur e Pedro, nascidos de parto natural. Parto com amor, seu primeiro livro, surgiu do desejo de compartilhar suas descobertas e mostrar que um parto consciente, prazeroso e transformador é algo possível.
  2. Marcelo Min é fotógrafo em São Paulo, e colabora regularmente para publicações da grande imprensa. Casado, tem dois filhos: Arthur e Pedro, nascidos de parto natural. Parto com amor, seu primeiro livro com sua esposa, Luciana Benatti, surgiu do desejo de compartilhar suas descobertas e mostrar que um parto consciente, prazeroso e transformador é algo possível.

leia trechos do livro: parto com amor

Para comprar o livro: panda books

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O que é Humanização do Nascimento?

Apesar da palavra “Humanização” ser utilizada frequentemente quando tratamos da assistência à saúde, ainda existe muita confusão quanto ao que realmente se pretende com a utilização deste termo.

Esta palavra virou um jargão muitas vezes esvaziado, pois que nos remete a lugares claramente distantes, e por vezes antagônicos. Mais do que uma abordagem menos agressiva no manejo dos pacientes, a idéia de humanizar o nascimento se vincula a um modelo filosófico renascentista, como está definido no dicio­nário de Aurélio B. de Hollanda,

“Humanismo nos remete à doutrina ou atitude que se situa definitiva­mente numa perspectiva antropocêntrica, em domínios e níveis diversos, assumindo, com maior ou me­nor radicalismo, as conseqüências daí decorrentes”.

Na Renascença os Humanistas opunham-se ao teocentrismo pessimista que colocava o homem como o erro irrecuperável da criação e o disparate paradoxal do Todo Poderoso. Os que se opunham a esta visão glorificavam o homem, enxergando nele a representação do divino em potencialidade. Na medicina de hoje, a humanização vem cumprir uma tarefa semelhante ao do humanismo renascentista ao enten­der que toda a ciência deve ser voltada para o homem. Para o parto ela propõe uma nova abordagem da assistência, colocando a mulher como centro de qualquer ação. Assim, a Humanização do Nasci­mento trata da posição subjetiva em que a parturiente ocupa neste cenário. A atenção contemporâ­nea ao parto se fundamenta numa visão negativa sobre mulher e suas capacidades, entendendo-a como defectiva e essencialmente incapaz, uma ideologia que desconsidera a aptidão feminina ancestral de parir e que confunde assistência com tutela.

O que tornará um parto verdadeiramente humanizado será o protagonismo (re)conquistado por esta mulher. A posição de cócoras, a presença do marido/acompanhante, a diminuição de algumas interven­ções sabidamente desnecessárias e perigosas, etc. são descobertas importantes da ciência para nos mostrar o caminho mais seguro. Entretanto, é necessário muito mais do que isso. É preciso que a mulher possa escolher e se responsabilizar por suas escolhas.

Não existe humanização do nascimento com mulheres sem voz. É preciso que ela, consciente da sua posição como figura central no processo, faça valer seus direitos, sua autonomia e seu valor. Sem este delineamento do que concebemos por humanização ficaremos todos tratando por um mesmo termo con­ceitos completamente diversos.

Para divulgar o que entendemos por “humanizar o nascimento para mudar a sociedade”, estaremos rea­lizando de 27 a 30 de novembro de 2010 a

III Conferência Internacional de Humanização do Nasci­mento

www.conferenciarehuna2010.com.br

em Brasília-DF, com convidados nacionais e internacionais para que a partir de conceitos firmes e sólidos possamos construir um modelo mais justo, digno, seguro e adequado para as mulheres, suas famílias e seus filhos.

Autor: Drº Ricardo Jones

Fonte: aleitamento.com

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Mais Você – apresenta o lindo trabalho das doulas

O maior desejo de uma grávida é que tudo corra bem na hora do parto, não é mesmo Isso costuma gerar muita ansiedade, principalmente nas mães de primeira viagem. Antigamente, as mulheres viviam mais próximas de suas famílias. A maioria delas fazia parto normal e esse conhecimento era passado de mãe para filha.

Como isso acontece cada vez menos, muitas mulheres que optam pelo parto normal se sentem inseguras e somente a orientação médica não acalma a ansiedade delas. É aí que entra o trabalho da doula. Você já ouviu falar? Doula é a acompanhante que ajuda a mulher na hora do parto. Dá apoio, orienta e fica ali do lado principalmente quando o parto é normal.

O acompanhamento de uma doula particular custa em média R$ 600 e existem cursos que formam estas profissionais. Nas aulas, as futuras doulas não recebem nenhuma formação específica, seja em medicina, ou psicologia. Elas simplesmente são preparadas pra identificar as dificuldades mais comuns na hora do parto e proporcionar conforto e segurança às mulheres.

Marcele Ribeiro é professora de ioga e descobriu há dois anos a atividade de doula, por experiência própria. Contratou uma para ajudá-la na primeira gravidez e gostou tanto que resolveu se tornar uma também.

O que essas mamães de hoje estão descobrindo, na verdade não é nenhuma novidade. O papel da doula existe há milênios. Em grego, a palavra quer dizer: mulher que serve. Mas não precisa nem ir tão longe. Na nossa história mesmo, até algumas décadas atrás, a maioria das mulheres dava a luz em casa e eram as mães ou parentes das gestantes que faziam o trabalho de doula, junto com as parteiras.

Hoje, o valor desse apoio é reconhecido pelo Ministério da Saúde, que incentiva a presença de doulas voluntárias nas maternidades públicas.

Para falar mais sobre o assunto, Ana Maria conversou com a doula Maria de Lourdes Teixeira, mais conhecida como Fadynha. Ela também recebeu mães que contaram com a ajuda da doula em seus partos. “Sou uma das doulas mais antigas do Brasil. Comecei quando as grávidas começaram a pedir que eu as acompanhasse nos partos, na época em que dava aula de ioga. Foi espontâneo”, disse.

Por sua vez, a mãe Viviane Varela contou que cresceu com a ideia de que o parto normal era difícil. “Mas acabei optando por esse tipo de parto. Vi o nome da Fadynha, tive todas as informações dela e foi ótimo. Fiquei muito surpresa com a minha ignorância sobre o assunto. Havia muita coisa bonita do parto que eu não sabia. Sou grata a ela primeiramente pelas informações que recebi. O parto pode, sim, ser prazeroso”, contou.

Fadynha explicou que existem dois tipos de doula. “Existe a doula de parto e a que faz o acompanhamento somente após o parto. É bom lembrar que a doula não pode interferir no nascimento. Ela se incorpora à equipe e acompanha o processo”, explicou

Veja o Vídeo: http://maisvoce.globo.com/videos/v/conheca-o-lindo-trabalho-das-doulas/1316603/#/programas/20100811/page/1