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Cuidados com o seio durante a gestação

Expor o seio ao sol de 05 a 10 minutos, antes das 10 horas ou após as 16 horas.

Ajuda a fortalecer a pele da aréola, diminuindo a sensibilidade do atrito da boca do bebê durante a sucção. Pele mais grossa, menos incômodo.

Evite esfregar bucha, escovas ou toalhas na região areolar (parte redonda e escura).

Evite lavar excessivamente, somente o banho diário basta!

Pense bem, nós mulheres brasileiras temos o hábito de não expor nossos seios; eles estão sempre protegidos, usamos o sutiã, blusa, vestidos e, portanto, não sofrem atritos, ou seja, ficam escondidos, e de repente você passa a esfregar buchas, toalhas, escovas, isso pode descamar (retirar a proteção natural da pele da aréola) e ainda deixar os mamilos doloridos ou com ferimentos.

Não existe nenhuma comprovação científica, que esfregar os seios durante a gestação previne rachaduras.

Evite usar óleos ou cremes na região areolar (parte redonda e escura).

Quando a mulher engravida, na região areolar aparece uns pontos salientes, que até parece “espinhas”; esses pontos são pequenas glândulas que produzem uma substância oleosa, já na medida certa para ajudar no preparo desta região quando o bebê for sugar. Os óleos e cremes comprados podem impedir a ação desta substância natural, além possibilitar reação alérgica e deixar a pele da aréola mais fina e sensível o que pode gerar rachaduras quando o bebê for levado ao seio.

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Bancos de leite do Brasil são referência mundial.

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No método brasileiro, cada vidro de leite específico recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança. Não há mistura.

Uma técnica desenvolvida em bancos de leite materno do Brasil está ajudando na recuperação de bebês prematuros em outros países.

O leite que sobra depois da mamada é recolhido uma vez por semana no Rio pelo carro do Corpo de Bombeiros. Em Niterói um carro do Hospital Universitário Antônio Pedro faz a coleta.

Em Vitória no Espírito Santo é a Polícia Militar que leva as doações. A boa vontade é igual a do resto do mundo, mas as semelhanças param por aí.

Chegando aos bancos de leite brasileiros, as doações encontram laboratórios duas décadas à frente dos bancos de leite dos países mais desenvolvidos do planeta.

Nos Estados Unidos, por exemplo, todas as doações são misturadas em uma espécie de panelão.

Depois de passar por um tratamento térmico, o leite padronizado é distribuído em garrafinhas, com uma perda irreparável.

“Se perde a oportunidade de exatamente explorar as especificidades porque na verdade não existe leite humano, existem leites humanos e esse é o grande diferencial”, afirmou o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio de Almeida.

No método brasileiro, cada vidro passa por uma análise simples, mas reveladora: quanto mais rosa, maior a acidez da amostra.

Basta girar na centrífuga uma quantidade menor do que uma gota de leite para ver a faixinha escura que diz quanta gordura existe no leite. Em menos de 15 minutos, as diferenças aparecem.

Cada vidro recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança.

O resultado da técnica, desenvolvida por pesquisadores brasileiros, impressiona: em todos os casos, as crianças se recuperam muito mais rapidamente do que quando se usa leite materno misturado, como acontece nos Estados Unidos e em vários países da Europa. A tecnologia do Leite-remédio virou referência mundial: 22 países montaram seus bancos de leite com a ajuda do Brasil.

O próximo país a adotar essa tecnologia do leite materno vai ser a Espanha já no próximo mês.

Fonte: globo.com
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Prevenção do parto prematuro: teste de saliva pode identificar risco de nascimento prematuro.

prematuroimagem retirada da internet

Segundo artigo do An International Journal of Obstetrics and Gynaecology, a progesterona é um hormônio esteróide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo e pela placenta durante a gestação. É um hormônio essencial na manutenção da gravidez.

Cientistas da University College London e do King’s College London coletaram amostras de saliva de 92 gestantes. Todas as mulheres que participaram do estudo tinham risco aumentado de parto prematuro (elas foram selecionadas por apresentarem pelo menos um fator de risco para parto prematuro como história prévia deste evento, abortamento tardio, etc). Amostras de saliva foram coletadas e analisadas semanalmente desde a 24ª semana de gestação até 34 semanas ou até o nascimento do bebê (o que aconteceu primeiro). As mulheres foram divididas em 3 grupos: nascimento antes de 34 semanas, nascimento entre 34-37 semanas e nascimento a termo (após 37 semanas).

Os resultados mostraram que a concentração de progesterona na saliva de mulheres que entram em trabalho de parto espontâneo antes de 34 semanas de gestação é significativamente mais baixa do que naquelas com partos a termo, ou seja, após 37 semanas, e que essa diminuição nos níveis de progesterona acontecem a partir de 24 semanas.

A progesterona é conhecida por seus efeitos anti-inflamatórios. Baixos níveis deste hormônio no organismo materno pode contribuir para infecções bacterianas, uma causa reconhecida de parto prematuro. Baseados nesses achados, os pesquisadores acreditam que a progesterona na saliva pode ser útil como preditora de trabalho de parto prematuro. Isto pode ajudar na decisão sobre o uso de medicamentos para desenvolver o pulmão de futuros recém-nascidos pré-termos ainda dentro do útero.

Estudos envolvendo maior número de pacientes são ainda necessários para validar estes achados preliminares.

Fonte: http://www.bjog.org/view/0/index.html

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Uma Declaração Universal de Direitos para o Bebê Prematuro

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Artigo I

Todos os prematuros nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão  e consciência. Possuem vida anterior ao nascimento, bem como memória, aprendizado, emoção e capacidade de resposta e interação com o mundo em sua volta.

Artigo II

Todo prematuro tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo III

Nenhum prematuro será arbitrariamente exilado de seu contexto familiar de modo brusco ou por tempo prolongado. A preservação deste vínculo, ainda quando silenciosa e discreta, é parte fundamental de sua vida.

Artigo IV

Todo prematuro tem direito ao tratamento estabelecido pela ciência, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. Sendo assim, todo prematuro tem o direito de ser cuidado por uma equipe multidisciplinar capacitada a compreendê-lo, interagir com ele e a tomar decisões harmônicas em seu beneficio e em prol de seu desenvolvimento.

Artigo V

Todo prematuro tem direito à liberdade de opinião e expressão, portanto deverá ter seus sinais de aproximação e afastamento identificados, compreendidos, valorizados e respeitados pela equipe de cuidadores. Nenhum procedimento será considerado ético quando não levar em conta para sua execução as necessidades individuais de contato ou recolhimento do bebê prematuro.

Artigo VI

Nenhum prematuro será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Sua dor deverá ser sempre considerada, prevenida e tratada através dos processos disponibilizados pela ciência atual. Nenhum novo procedimento doloroso poderá ser iniciado até que o bebê se reorganize e se restabeleça da intervenção anterior. Negar-lhe esse direito é crime de tortura contra a vida humana.

Artigo VII

Todo prematuro tem direito ao repouso, devendo por isso ter respeitados seus períodos de sono superficial e profundo que doravante serão tomados como essenciais para seu desenvolvimento psíquico adequado e sua regulação biológica. Interromper de forma aleatória e irresponsável sem motivo justificado o sono de um prematuro é indicativo de maus tratos.

Artigo VIII

Todo prematuro tem o direito inalienável ao silencio que o permita sentir-se o mais próximo possível do ambiente sonoro intra-uterino, em respeito a seus limiares e à sua sensibilidade. Qualquer fonte sonora que desrespeite esse direito será considerada criminosa, hedionda e repugnante.

Artigo IX

Nenhum prematuro deverá, sob qualquer justificativa, ser submetido a procedimento estressante aplicado de forma displicente e injustificada pela Equipe de Saúde, sob pena da mesma ser considerada negligente, desumana e irresponsável.

Artigo X

Todo prematuro tem direito a perceber a alternância entre a claridade e a penumbra, que passarão a representar para ele a noite e o dia. Nenhuma luz intensa permanecerá o tempo inteiro acesa e nenhuma sombra será impedida de existir sob a alegação de monitorização continua sem que os responsáveis por estes comportamentos deixem de ser considerados displicentes, agressores e de atitude dolosa.

Artigo XI

Todo prematuro tem o direito, uma vez atingidas as condições básicas de equilíbrio e vitalidade, ao amor materno, ao calor materno e ao leite materno que lhe são oferecidos através do Método Mãe Canguru. Caberá à Equipe de Saúde prover as condições estruturais mínimas necessárias a esse vinculo essencial e transformador do ambiente prematuro. Nenhum profissional ou cargo de comando em nenhuma esfera tem a prerrogativa de impedir ou negar a possibilidade desse vinculo que é símbolo da ciência tecnocrata redimida.

Artigo XII

Todo prematuro tem o direito de ser alimentado com o leite de sua própria mãe ou, na falta desta, com o de uma outra mulher tão logo suas condições clinicas assim o permitirem. Deverá ter sua sucção corretamente trabalhada desde o inicio da vida e caberá à equipe de saúde garantir-lhe esse direito, afastando de seu entorno bicos de chupetas, chucas ou de qualquer outro elemento que venha interferir negativamente em sua sucção saudável, bem como assegurando seu acompanhamento por profissionais capacitados a facilitarem esse processo. Nenhum custo financeiro será considerado demasiadamente grande quando aplicado com esse fim. Nenhuma fórmula láctea será displicentemente prescrita e nenhum zelo será descuidadamente aplicado sem que isso signifique desatenção e desamparo. O leite materno, doravante, será considerado e tratado como parte fundamental da sua vida.

Autor: Luis Tavares – pediatra